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segunda-feira, setembro 29, 2008
Best Letterer – Chris Eliopoulos, Daredevil
Best Colorist – Laura Martin, Thor
Best Syndicated Strip or Panel – Doonsbury, by Garry Trudeau
Best Online Comics Work – Perry Bible Fellowship by Nicholas Gurewitch

Best Inker – Kevin Nowlan - Witchblade
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Best Graphic Album, Previously Published - Captain America Omnibus, Marvel Comics

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Best New Talent – Vasilis Lolos, Last Call, Oni Press
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Best Anthology - Popgun Volume 1, Edited by Joe Keatinge, Image Comics
Best Domestic Reprint Project - The Complete Peanuts, Fantagraphics Books
Best Cover Artist – Mike Mignola, Hellboy
Special Award for Excellence in Presentation - EC Archives, edited by Russ Cochran, Gemstone
Best Graphic Album, Original - Scott Pilgrim Gets it Together, Oni Press
The Hero Initiative Lifetime Achievement Award – Nick Cardy, presented by Todd Dezago

Best Continuing or Limited Series - All Star Superman, DC Comics
Best Writer – Brian K. Vaughan, Y: The Last Man, DC Comics
Best Artist – Frank Quitely, All Star Superman, DC Comics
Best Cartoonist – Darwyn Cooke, The Spirit, DC Comics
Best Single Issue or Story - All Star Superman #8, DC Comics.

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saí­do da mente de Jorge Amorim às 12:55 da tarde
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domingo, setembro 28, 2008
Estão atrasadas esta semana, peço desculpa.
Transita tudo para a próxima, pode ser? Obrigadinhos...
saí­do da mente de Luís F. Alves às 5:45 da tarde
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quarta-feira, setembro 24, 2008
BLÁ BLÁ BLÁ: Dois fãs de comics continuam a falar do que lhes dá na cabeça. Desde que tenha a ver com comics, claro.
Esta semana: O argumentista Brian Michael Bendis é quase omnipresente nos comics da Marvel hoje em dia. Mas é realmente talentoso, e ocasionalmente escorrega, ou simplesmente tem sorte com os empregos que arranja?

Luís: Já que na semana passada falámos nele, e uma vez que planeávamos discutir o trabalho dele mais cedo ou mais tarde, porque não tirar a coisa do caminho?
Esta semana, vamos discutir o trabalho do argumentista (e cada vez mais raramente, artista) Brian Michael Bendis.
Comecemos pela negativa. Jorge?

Jorge: Não quero ser má língua, mas comecemos por duas bostas que ele escreve mensalmente "New Avengers" e "Mighty Avengers". Onde é que se viu as personagens principais do título estarem ausentes durante meses dos seus títulos? E histórias arrastadas até à exaustão, temos de ler 70 páginas para acontecer alguma coisa de relevante e normalmente é uma desilusão.
Parece-me que ele só consegue trabalhar minimamente com uma personagem principal. Porque é que ele não analisa isso e larga os Avengers?
E depois ele usa muito o truque de "conversa de chacha" entre personagens para encher diversas página.

Luís: Parte da piada deste tópico é precisamente ver-te a ser má lingua.
Admito, as duas séries que mencionas têm sido fracas. Sofrem por alterações de calendário, problemas com os artistas, etc., mas é verdade que a escrita tem sido fraca. Iria mesmo ao ponto de dizer que apenas um número dos New Avengers foi realmente bom (e foi uma espécie de epílogo do Alias, um dos melhores trabalhos do Bendis, e talvez das séries mais arrojadas que a Marvel lançou nos últimos anos), e dos Mighty Avengers nem isso.
E mesmo a Secret Invasion, ao altar da qual as duas séries têm sido sacrificadas, começou bem, mas está a apresentar uma desorganização de storytelling que a torna bem mais fraca do que poderia ser.
Isto dito, eu continuo a ser fã do Bendis. Alturas houve em que usei o nome dele como sinónimo de qualidade, literalmente. Concordo contigo quando dizes que ele não dá para escrever equipas, e isso prova-se vendo que os melhores números das séries de equipas que ele escreve são aventuras a solo.
Mas discordo quando dizes que ele é mestre na "conversa de chacha". Parte do que gosto no estilo dele é o estilo largo, por assim dizer. É certo que o inconveniente é que demora muito tempo para contar histórias simples, mas o lado positivo, que a meu ver compensa largamente, é que isso cria espaço para a tal conversa, que a meu ver raramente é de chacha. Pelo contrário, normalmente são cenas movidas pela personalidade dos personagens envolvidos, pontuadas por diálogos bastante, que dão uma riqueza tremenda àquilo que ele escreve.
E é por isso que ele escreve mal séries de grupos. Com tantos personagens na página, não há espaço para a história respirar, ou pelo menos não com o estilo dele. E acho honestamente que, apesar de todos os defeitos que muita da escrita dele tem hoje em dia, ele está sempre a tentar melhorar. E ainda não desistiu.
Mas há séries dele que tu também gostas ou gostaste, certo? Quais são as qualidades que viste nessas?

Jorge: Alias e Powers foram duas séries que gostei.
A primeira é passada no Universo Marvel mas tem um toque adulto e inteligente, julgo que só li uns 10 ou 12 números mas gostei muito. Foi uma boa forma de reciclar uma personagem desinteressante e conseguir que por uns tempos tivesse o seu próprio comic.
Powers gostei muito dos três primeiras grande histórias, o resto não li. Aquele toque de "Balada de Nova Iorque" dos comics de super-heróis agradou-me. Mas atenção que não dei continuidade à leitura das séries, ou seja, gostei mas não adorei.
É altura de falar do ultimate spider-man, um título inútil, como toda a linha ultimate. Afinal todos os comics podiam ser actualizados para uma nova geração de leitores, sem ser necessário criar um universo para isso. Apesar disto, é um título coeso e tratado com dedicação pelo Bendis, é verdade que aquilo sim tem muita conversa de "chacha" e histórias que se prolongam. Admito, tem momentos bem escritos.
É uma frustração saber que o Bendis está em todos os cantos do Universo Marvel sem ter qualidade de escritor para isso. A questão é: alguém consegue estar em tantos títulos e ser bom?

Luís: Muita gente, por acaso. A norma da industria é quatro títulos por mês por escritor.
Isso tem diminuído mais por compromisso exteriores que os escritores vão arranjando do que por falta de qualidade de alguns títulos. E sim, é verdade que nessas circunstâncias, alguns dos títulos não são tão bons, mas eu atribui isso mais a tentativas dos autores de diversificar a sua produção que a falta de capacidade criativa.
Eu gosto do Ultimate Spider-Man, e curiosamente tenho a opinião oposta à tua. Para mim, os momentos de chacha são os momentos de acção pura e dura, não os de conversa.
Quanto ao Bendis estar em todos os cantos do Universo Marvel, está lá por ser um bom escritor, não por ser mau. Também concordo que falha mais do que tem sucesso nos Avengers (que são, por si só, o que o leva a todos os cantos da Marvel), mas daí a dizer que não tem talento para isso, não exageremos.
Podemos, no entanto, olhar para as razões pelas quais ele está a jogar num campo que não é claramente o que ele faz melhor.
A meu ver, acho que é porque, apesar de tudo, as coisas vendem. Aliás, os Avengers (que o Bendis, bem ou mal, colocou no centro da Marvel, onde eles pertencem) não vendiam NADA antes de ele lhes deitar as mãos. Questionando ou não a maneira como ele lá chegou e o que fez depois, a verdade é que ele deu um abanão necessário ao franchise.
E a um nivel mais pessoal, acho que ele está lá precisamente porque não é o forte dele. Acho que ele sabe que poderia simplesmente passar um resto de carreira a fazer só aquilo que faz bem, mas escolheu aproveitar a oportunidade que lhe surgiu de tentar expandir as suas capacidades, trabalhando com algo pelo qual ele tem paixão, mas está para além da sua zona de conforto. E sendo que a recepção tem sido boa o suficiente, não sente necessidade de sair.
Já agora, veio recentemente a público a noticia de que ele vai deixar os Mighty Avengers, passando a escrever uma série nova chamada Dark Avengers. Não faço ideia o que isso significa.
Sei que estou curioso em ver como serão os Avengers dele, quando finalmente deixarem de servir de combustivel para um crossover gigantesco.
Quanto às outras séries que mencionaste, o Powers era muito bom, desisti de ler só porque me perdi, com todos os atrasos. E o Alias era genial (a protagonista foi uma criação do Bendis, já agora, não era uma personagem existente).
Mas ainda não falámos do trabalho dele no Daredevil. Leste alguma coisa disso?

Jorge: Eu coloco em causa o talento do Bendis para o género de super-heróis, para um estilo policial até acho que tem jeito.
O que chamo conversa de chacha é texto enfiado para encher chouriços, como ter diversas páginas de texto onde as personagens falam sobre um filme que viram ou algo do género (já no Powers utilizava isto).
De acordo com a minha opinião, ele está em todos os cantos do Universo Marvel porque ainda vende, não tem nada a ver com talento. E vende porque usa personagens bem conhecidas.
Antes de ele entrar, nem tocava nos avengers, acho que tinham uma equipa desinteressante, os new avengers trouxeram uma equipa gira que nunca fez nada de especial. Desinteressou completamente. Dark avengers é uma má notícia...
Não me recordo se cheguei a ler alguma coisa dele do Daredevil...

Luís: É muito bom. Detesto usar o argumento do "pois, é precisamente o que não leste que prova que eu tenho razão". Por isso se calhar não vou, e acabamos aqui elegantemente...
Já agora, uma coisa:

LEITORES!!!!! Que temas gostariam de ver aqui discutidos? Digam de vossa justiça, que as nossas ideias não duram para sempre...
saí­do da mente de Luís F. Alves às 7:59 da tarde
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sexta-feira, setembro 19, 2008
Esta semana não foi das melhores, mas também não foi das piores, ainda assim. Vamos a isto:

ACTION COMICS #869 - Algo mais... Vazio... do que eu esperava. Bem escrito, claro, esta série não desilude há muito tempo. Mas tirando uma revelação sobre alguns habitantes de Kandor, e o que acontece a Metropolis no final, não acontece grande coisa. Mas é bom, ainda assim...

BILLY BATSON AND THE MAGIC OF SHAZAM #2 - Isto continua a ser TÃO divertido! É isto que o Captain Marvel tem que ser, sem tirar nem pôr.

FLASH #244 - Mais uma equipa criativa, e mais uma vez, aquele acentuado aroma a chouriço para encher...

ROBIN #178 - Interessante. Já muitas, muitas vezes, vimos histórias sobre a falta que o Batman faz, mas esta continua a ser uma das boas. E gosto de ver o Tim Drake a considerar seriamente assumir o manto...

AMAZING SPIDER-MAN #572 - Grandes reviravoltas aqui. O confronto entre o Spider-Man e o Bullseye é tão sangrento como seria de imaginar, e o resto da história mantém o nível dos capítulos anteriores.

CAPTAIN BRITAIN AND MI 13 #5 - Um capítulo para respirar, depois da energia frenética da primeira história. Há uma adição algo inesperada à equipa, mas que estou ansioso para ver como funciona. E o cliffhanger final é muito bom.

GUARDIANS OF GALAXY #5 - Pessoalmente, acho que a história está a arrefecer um bocado, mas continua a ser interessante. E gosto imenso da atitude drástica do Drax.

INCREDIBLE HERCULES #121 - Sexo, e montes dele. E hilariante.

MIGHTY AVENGERS #18 - Estou-me completamente a borrifar para este grupo de personagens, e a maneira como o Fury os treina não faz muito pela minha opinião dele, também. E mais uma vez, é um comic dos Avengers sem nenhum Avenger presente.

SECRET INVASION THOR #2 (de 3) - Como já disse o Jorge num post anterior, é um comic de porrada, mas dos bons. O Matt Fraction raramente desilude...

UNCANNY X-MEN #502 - ...Como se prova aqui, mais um excelente exemplo de escrita pelo sr. Fraction. Até a "arte" do Greg Land começa a tornar-se suportável. Muito bom. Esta nova fase dos X-Men sabe realmente a novidade, e isso é muito excitante. Não, não dessa maneira. Tarados.

X-FACTOR #35 - A história tem o seu interesse, e o sentido de humor do PAD brilha aqui em algumas ocasiões, mas o Longshot promete fartar depressa, e a arte começa a prejudicar o comic no seu todo.

ECHO #6 - Por um lado, é daqueles comics em que aparentemente não acontece nada. Por outro, os personagens estão tão bem delineados e apresentados, e o storytelling é tão bom, que é impossivel não gostar disto.

Vendo bem, acho que o problema desta semana foi ser demasiado previsível. Foi tudo exactamente o que eu estava à espera. Consequentemente, pela primeira vez, não posso escolher uma SURPRESA DA SEMANA, porque não houve nenhuma.
Quanto a MELHOR DA SEMANA, vai para o BILLY BATSON AND THE MAGIC OF SHAZAM, que continua a ser absolutamente delicioso. E a prova que a escrita para crianças pode ser muito boa e inteligente.
E é só, pessoal! Até à próxima!
saí­do da mente de Luís F. Alves às 2:44 da tarde
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Secret Invasion tem sido uma perda de tempo. Mas este título "Secret Invasion - Thor" tem sido de melhor qualidade que a série principal.



É um comic de porrada, mas gostei de o ler... E tem o Beta Ray Bill.
saí­do da mente de Jorge Amorim às 12:41 da manhã
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quinta-feira, setembro 18, 2008


Terminou esta série, se ainda não a leram esperem pelo trade e comprem. Vale bem a pena, é muito diferente dos comics do Super que saem mensalmente. É um cocktail de várias boas ideias bem organizadas, que me fez pensar de forma diferente na personagem.
saí­do da mente de Jorge Amorim às 11:46 da manhã
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quarta-feira, setembro 17, 2008
Luís: Uma tendência que parece cada vez mais acentuada nos comics americanos é a da periodicidade semanal.
Já tivémos o 52, o Countdown, o Trinity, e finalmente o Amazing Spider-Man, que sai três vezes por mês, mas que para todos os efeitos, vamos tratar aqui como semanal.
Adorámos os dois o primeiro, tu não leste os dois do meio (sortudo), e em relação ao último, tu estás a gostar, mas dizes que darias em doido se fosse mensal, e eu digo que se fosse mensal, seria considerado como uma nova era de ouro do Spider-Man.

As questões que se colocam são:
O formato semanal é positivo ou negativo, e porquê? E como achas que influencia, não só a própria forma de contar as
histórias, mas a percepção de qualidade das mesmas?

Jorge: Estou a adoptar o hábito de esperar pelo trade para ler tudo seguido, o que já indica qualquer coisa. Espero para comprar, que fique claro, pois continuo a acompanhar diversos comics de vinte e poucas páginas. Gosto de ler uma história completa, ou então no máximo em 3 partes, aborrece-me ler uma história dividida em diversos conjuntos de vinte e tal páginas, arrastada ao longo de meses (já para não falar dos atrasos).

O 52 além de ser excelente, ganhou com a saída semanal por a acção se passar em tempo real, cada comic uma semana (ao estilo da série 24). O The Amazing Spider-Man (apesar de estupidamente continuar a porcaria feita em One More Day) funciona bem semanalmente (até agora), afinal com tanta telenovela pelo meio aquilo soa a série de televisão (mas vai ser uma série infinita?).

Em termos da forma de contar uma história, um comic semanal obriga a uma equipa de criativos, e a explorar diversas perspectivas (se o leitor não tiver novidades semana após semana não vai ficar muito tempo com a série, olha o teu exemplo com o Trinity). Parece-me que um comic semanal que tenha fim marcado é interessante (caso do 52, são 52 números e acabou), no caso do The Amazing Spider-Man (sem fim visível e que parece extender-se durante as próximas décadas) é estranho. Nunca percebi porque é que o Spider-Man precisa de tantos títulos, a opção mais viável para a série seria um comic mensal bem escrito e bem desenhado.

Querem ver um cenário assustador para um comic semanal, o Bendis a escrever "New Avengers" semanalmente. Epá, aquilo já é mensal e parece anual. Espera, até era capaz de resultar, se fosse semanal, ao fim de três anos já tínhamos visto qualquer coisa. Deixemos o Bendis para outro Blá Blá Blá...

Mas há um efeito muito negativo dos comics mensais: as nossas carteiras. Um comic semanal tem custos aos leitores (pelo menos os que compram) e esse custo talvez faça com que abandonem a compra de outros títulos.


Luís: Isso, o Bendis é um tema suficientemente forte para uma coluna inteira, parece-me. O aspecto monetário é importante, sim, especialmente a parte de ter que se fazer sacrificios noutros lados.
No caso do Amazing Spider-Man, no entanto, acho que isso não é relevante. Convém não esquecer, o Spider-Man tinha três ou quatro títulos mensais já há muito tempo, e a qualidade era demasiado variável, para além de que não havia um plano coeso, era como ler a história de três ou quatro Spider-Men diferentes. Agora, ocupando o mesmo mercado, e com o mesmo investimento monetário da parte dos leitores (não obstante os aumentos de preços ao longo dos anos), temos algo bem mais consistente, com um plano de jogo bem definido a longo prazo, e com uma qualidade bastante constante. Por isso sim, parece-me que a coisa é para durar. E não vejo mal nenhum nisso. Neste caso, a opção de seguir pelo formato semanal parece-me lógica.

Já a DC insiste em espalhar-se ao comprido. Aconteceu magia com o 52, acredito mesmo que sim. É um projecto especialíssimo, e uma história fantástica, que só podia ter sido contada naquele formato, que foi explorado até ao tutano. É interessante ver como certos capítulos não são satisfatórios em si mesmos, porque não têm principio, meio ou fim. São só um desenrolar natural de acontecimentos, e só na fase final da série toda a estrutura narrativa é revelada.

Mas foi um êxito, e a DC quis repetir. O resultado foi um formato à procura de história e equipa criativa certa, e até ver, não encontraram nada de jeito. Nem acredito que encontrem. Ainda assim, apesar do desastre, é curioso ver como diferentes escritores tentam estruturar as histórias para o formato semanal.
Pelo menos em termos de capítulos individuais, eu na maior parte dos casos não noto grandes diferenças narrativas. É certo que nos maus exemplos, há capítulos feitos obviamente para encher, e nos bons, há um prazo maior para fazer revelações.
Mas tirando isso, notas diferença?

E a propósito disso, uma pergunta: se pegasses num qualquer story arc recente do Spider-Man que gostaste, e se em vez de semanal, ele fosse publicado mensalmente, achas que afectava o teu prazer enquanto leitor?


Jorge: Eu nunca gostei da ideia de diversos títulos mensais do Spider-man (ou de outra personagem qualquer), mas mesmo quando existiam diversos títulos e eu comprava, nem sempre comprava todos. Dependiam se estavam interligadas. E fazia isto pelo aspecto monetário.
Em resposta à tua pergunta, sim afectava o meu prazer de leitura, apesar de arcos pequenos eles acabam por se ligar, as histórias secundárias prolongam-se e se fosse mensal seria uma seca. Apesar de neste momento o Spider-man parece bem afastado do Universo Marvel, devido a ser semanal, as histórias têm de estar escritas com muita antecedência o que diminui o cross-over com outras personagens.

Luís: Mas as histórias secundárias prolongadas do Spider-man não foram sempre parte integrante da série? Prometo não mencionar a palavra "clone", mas lembro-me da saga do Hobgoblin, por exemplo, que não obstante o final algo atabalhoado, sempre foi planeada como algo a longo prazo. Ou estou a lembrar-me mal?

Quanto a estar afastado do Universo Marvel, ok, admito que parece, mas isso é positivo. A fase escrita com o JMS foi cheia de crossovers forçados, um ligeiro afastamento parece-me saudável. Já para não falar que o Spider-man continua a marcar presença noutros títulos, claro.

Eu acho a periodicidade semanal bastante positiva, não obstante o preço. E digo mais: tomara eu que outros títulos fossem semanais. O Hulk do Loeb, por exemplo. Se fosse semanal, dávamos uma gargalhada por semana, não levávamos aquilo demasiado a sério, e com alguma sorte, a coisa despachava-se mais depressa.

Jorge: As histórias secundárias prolongadas sempre existiram no Spider-Man, mas não tantas em simultâneo principalmente numa fase em que desconhecemos completamente o Universo da personagem desde o OMD. Admito que nesta fase ser semanal tem sido importante ou já tinha desistido daquilo.

O Hulk do Loeb se fosse semanal já tinha sido cancelado, boa ideia.
saí­do da mente de Jorge Amorim às 11:25 da manhã
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sexta-feira, setembro 12, 2008
Esta semana aumentou a qualidade e a quantidade relativamente à semana passada. Infelizmente, embora tenham saído alguns bons comics, aumentou mais a quantidade que a qualidade...

ALL STAR BATMAN AND ROBIN THE BOY WONDER #10 - Eu até nem sou daquelas pessoas que pára ou abranda na estrada, para poder ver melhor os acidentes. Muito pelo contrário, sou contra isso. Então, porque raio é que não consigo deixar de ler esta série? É que já nem sequer funciona como auto-paródia, isto está demasiado "sério"...

BOOSTER GOLD #12 - Tal como a primeira parte desta história, esta é divertida mas inconsequente. Sabendo as equipas criativas que se seguem, começo a temer por esta série.

FINAL CRISIS REVELATIONS #2 (de 5) - Por um lado, há aqui elementos que me parecem algo súbitos, e que por isso não funcionam muito bem. Por outro, no entanto, o conceito desses elementos é bom, o que me mantém interessado. Mas o Rucka não parece estar no seu melhor, pelo menos por enquanto.

GREEN LANTERN CORPS #28 - Nunca pensei dizer isto, mas actualmente estou a gostar mais desta série que da série principal. O facto da outra estar a contar a interminável origem secreta ajuda a isso, é verdade. Mas também é verdade que esta está cada vez melhor.

WONDER WOMAN #24 - Parece haver aqui um padrão. Os elementos "humanos" e ocasionalmente cómicos desta série funcionam bem, e depois surgem as ameaças e os vilões, e pronto, estraga-se tudo. Este número, felizmente, tem mais dos primeiros elementos que dos outros. Veremos como a coisa continua.

CRIMINAL 2 #5 - Ligeiramente desiludido. A história não tem tanto sumo como é costume, e a arte parece algo mais solta do que é habitual, embora possa ser uma opção estilistica. Mas pode ser só impressão minha. Isto é muito bom na mesma, eu é que só espero excelência desta série, e quando não a encontro, ainda que por pouco, pronto, começo a lamentar-me...

AMAZING SPIDER-MAN #571 - Ah, bom. Para quem estava com medo que todo o resto do New Ways To Die fosse a mesma sequência de acção, pronto, a coisa está resolvida aqui. Mas a história continua. E continua boa...

CABLE KING SIZE SPECTACULAR #1 - Portanto, tudo isto só para sabermos que o Bishop tem um informador, e que o Cable criou um culto à sua volta ao longo dos tempos, como defesa contra o Bishop, certo? Pronto, agora já sabem, não precisam de gastar mais do vosso tempo. Podem agradecer-me depois.

DEADPOOL #1 - Não tão divertido como eu esperava, mas é divertido o suficiente. Os diálogos internos do personagem funcionam muito bem (sim, eu disse diálogos), e a história é alternadamente previsivel e inesperada, nas medidas correctas. Bom começo.

SECRET INVASION #6 (de 8) - Depois de sei lá quantos meses a queixar-me que esta série andava devagar, agora queixo-me de andar depressa demais. Acontece tudo ao mesmo tempo, ocasionalmente de forma confusa, e momentos importantes acontecem a correr e sem o cuidado devido. Consequentemente, elementos da história que deviam ter impacto, como o final desde capítulo, não têm. O Bendis já só tem dois capítulos para me convencer que isto não foi uma perda de tempo. Parece-me pouco.

ULTIMATE ORIGINS #4 (de 5) - Esperem, então o Bruce Banner já tem mais de 40 anos, é isso? Ninguém diria... Bom, continuo a não achar esta história minimamente interessante ou necessária em termos globais, e ainda por cima há pormenores que não têm lógica. Mas este capítulo, apesar de tudo, é sem dúvida o melhor da série, e confesso que o... acontecimento... que aqui vemos ilustrado pela primeira vez me deixou boquiaberto. Não estava nada à espera. Resta saber se vai ter consequências...

A SURPRESA DA SEMANA é precisamente o ULTIMATE ORIGINS. Não é um grande comic, mas ligar assim o passado daqueles dois personagens... Interessante. MUITO interessante. Embora, suspeito, inconsequente para a mini-série em si. Mas espero sinceramente que seja algo que venha a ser explorado.
Quanto ao MELHOR DA SEMANA, continua a ser o óbvio. O CRIMINAL, mesmo quando é mais fraco, é melhor que a grande maioria do que anda por aí. E como tal, é a escolha desta semana.
Semana que, pelo que me diz respeito, está arrumada. Abraço, pessoal!
saí­do da mente de Luís F. Alves às 9:23 da tarde
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quarta-feira, setembro 10, 2008
BLÁ BLÁ BLÁ: Dois fãs de comics continuam a falar do que lhes dá na cabeça. Desde que tenha a ver com comics, claro.
Esta semana: Vamos lá trocar umas palavras sobre as animações de personagens de comics que andam por essas televisões fora.


Jorge: Em termos de animação, as personagens de comics têm tido um bom tratamento. Não sei se terão grandes audiências. Da minha parte tenho acompanhado este tipo de animação a "meio-gás". Emprestaste-me a primeira série do Batman - Animated Series e tenho que dizer que gosto muito do que ando a ver (calma, eu sei que já devia ter visto tudo mas...). E os filmes que a Marvel tem lançado directamente em DVDs têm bom aspecto, destes só vi o Ultimate Avengers e achei que tinha o espírito da série "Ultimates" (do Mark Millar). Há uma série do Hellboy em exibição (nunca vi), vem aí uma nova "Wolverine and the X-Men".
Sei que são conteúdos elaborados para um público-alvo mais juvenil, mas parece que estamos perante material de boa qualidade, com personagens carismáticas de comics e muitas vezes com mais respeito pela obra original do que os filmes.
O que é tens acompanhado neste campo?



Luís: O Hellboy é série, ou são direct-to-video?
Sabes que mais? Não gostei muito do Ultimate Avengers. Quis ser um misto entre os Ultimates e os Avengers, e a meu ver não foi carne nem peixe. E eu não gosto de alface.
Confesso que ultimamente não tenho visto muita coisa. Tenho aqui quatro DVD para ver, nomeadamente o Superman: Doomsday, o Batman: Gotham Nights, o Invincible Iron Man, e o Doctor Strange. Não sei porquê, ainda não vi nenhum. E os da DC entusiasmam-me mais, por acaso. É certo que eu tenho mais tendência para a DC, qualquer dos casos. Mas acho sinceramente que eles, em termos de animações, têm animações mais cuidadas. O Batman - The Animated Series é um marco de excelência para a animação mundial, e dá-me a sensação que eles fazem por manter a fasquia próxima. Ou isso, ou advém de trabalharem com o mesmo pessoal. E chamarem frequentemente os argumentistas dos comics também ajuda.
Isto dito, é realmente culpa minha não acompanhar mais as coisas da Marvel, não tenho nenhum motivo para isso. Lembro-me de uma série dos X-Men nos anos 90 que não era má. Mas talvez sejam as minhas memórias a enganar-me.



Jorge: Não faço a menor ideia de pormenores sobre a animação do Hellboy, mas agora fiquei com vontade de ver.
Eu gostei do Ultimate Avengers, acho que não foi nenhum misto além do nome (e mesmo isso faz sentido). Repara o nome "Ultimates" é mau para ser estar num direct-to-video, a maioria não sabe o que se trata, se colocassem Avengers estavam a enganar porque aquilo é claramente Ultimates, a opção Ultimate Avengers parece-me a mais lógica.

Fico contente que tenhas esses DVDs para ver, já sei a quem vou pedir emprestado. Ou organizamos uma maratona desses filmes acompanhados por uns frangos assados e depois escrevemos o que achamos deles.
A década de 90 foi boa para as animações da Marvel, foi Fantastic Four, Iron Man, X-Men e Spider-man com qualidade. Eu tenho mais tendência para as personagens da Marvel, como sabes.

Estas animações podiam ir mais longe do que normalmente vão se deixassem de tentar replicar os comics (estou a usar as séries da Marvel como referência), se não entrasses outra vez pelas origens e os mesmos inimigos do costume. Contem histórias diferentes, criem personagens, arrisquem em processos narrativos diferentes e por aí fora.



Luís: Eu lembro-me de todas essas séries da Marvel, e do pouco que me recordo, pelo menos a história da do Spider-Man estava bem construída. Mas a única que cheguei a acompanhar esporadicamente foi a dos X-Men.
Quanto às criticas que lhes apontas, tens uma certa razão. Mas com os vilões, não penso que haja solução. De cada vez que há uma série nova, há que reutilizar os mesmos, o público alvo quer vê-los. Ainda por cima, cada vez mais as séries são usadas como publicidade para o merchandising todo, como tal há que ter mais variantes do mesmo pessoal. E é por isso mesmo que não arriscam processos narrativos diferentes.

O público alvo é cada vez mais novo, porque os mais velhos, os que antigamente viam os desenhos animados na tv, agora podem ir buscá-los a outros sítios. E isso leva a uma simplificação progressiva.
No entanto, há adendas a fazer a isto tudo. Primeiro, o que disse acima aplica-se mais a séries que à animação para DVD. Aí, o público tem tendência a ser mais sofisticado, e embora normalmente o que se faça sejam adaptações de histórias existentes (e há bastante excepções a isto também), as coisas têm tendência para ir um bocadinho mais longe. Por outro lado, não têm espaço para criar muita coisa nova.
O que nos traz à segunda adenda. A maior parte das séries tenta realmente criar uns personagens novos lá pelo meio, sim, ou reformular personagens antigos. Embora essas coisas só apareçam quando uma série já tem bastantes episódios, e mesmo assim tendem a ser coisas escondidas lá pelo meio.
Voltando ao Batman - The Animated Series, que começou por ser dirigida mais a putos, e só depois virou para algo mais sofisticado, a encomenda inicial foi logo para 83 episódios! Isso deu-lhes licença para fazerem experiências, ao mesmo tempo que brincavam com os velhos standards. Em termos de criar personagens novos, há vários vilões que surgiram primeiro na série, e mesmo a Montoya, a Question actual, surgiu lá primeiro. E claro, há a Harley Quinn, exemplo máximo de como usar ideias velhas para coisas novas.
Mas lá está, puderam fazer isto tudo, e muito mais, porque tiveram a vantagem de ter uma encomenda inicial enorme, graças ao êxito dos filmes do Tim Burton. E a coisa resultou de tal forma, que a Justice League Unlimited, série mais recente, mas pertencente à mesma continuidade, beneficiou ainda disso, e pôde também fazer algumas experiências narrativas, como story-arcs específicos para cada season, não ter protagonistas constantes, etc..
Ok, estou a dispersar-me, peço desculpa, mas quando começo a tecer elogios à série do Batman (e as séries ligadas), é o que acontece.
Tudo isto para dizer que o mercado é o que dita o formato. As séries são feitas à medida do que os programadores de tv pedem, logo por mais vontade que os artistas tenham, nem sempre podem inovar tanto quanto lhes apetece.
E já agora, replicar os comics nem sempre é mau. Também na Justice League, o J.M. DeMatteis fez uma adaptação do For The Man Who Has Everything, a história do Superman escrita pelo Alan Moore, que funcionou muito bem.
Quanto aos frangos, soa-me bem. Mas eu como frango assado com as mãos, estás já avisado. Usar talheres para frango ou sardinha assada é pecado.
saí­do da mente de Jorge Amorim às 12:01 da manhã
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sexta-feira, setembro 05, 2008
Estou prestes a sair de viagem, por isso estou a escrever isto um bocado à pressa (já para não falar que estou a escrever parte do próximo Blá Blá Blá ao mesmo tempo), por isso não percamos tempo, e saltemos para o comic que transita da semana passada.

DOKTOR SLEEPLESS #8 - Este comic está atrasadíssimo, e sofreu um bocado com isso. Já não me lembro de montes de coisas que aconteceram. Mas mesmo assim, consegue ter impacto, e dar um golpe de rins na história, de tal maneira que o leitor já não faz ideia do que é real e imaginário. Muito bom.

E passando aos comics desta semana:

BUFFY THE VAMPIRE SLAYER #18 - Divertido, mas sem grandes revelações. É mais um daqueles capítulos que, não sendo mau, só existe para mover a história. Sendo só agradável, vale pela história no seu todo, não como capítulo individual.

ANGEL AFTER THE FALL #12 - E pela primeira vez em 12 números, os personagens soam a eles mesmos, a história é interessante, as reviravoltas estão surpreendentes mas lógicas como na série. Muito bom, só é pena ser a única parte realmente boa da história até ao momento. Mas ainda bem que não desisti dela.

GREEN LANTERN #34 - Isto AINDA não acabou? Ainda tem mais uma parte? Caramba, é certo que a história finalmente voltou a andar, e que este capítulo foi muito bom, mas bolas... Isto é esticar demais.

NIGHTWING #148 - O final é mais que óbvio, mas o resto continua a ser interessante. E o Alfred não é o Black Glove, pelos vistos...

SECRET SIX #1 - Não li a mini-série original, ou pelo menos, não a li toda. É uma combinação interessante de personagens, e até é um bom comic. Mas desagrada-me a versão aqui apresentada do Deadshot ser tão diferente da minha favorita.

AMAZING SPIDER-MAN #570 - Antes de mais: Não percebo porque o Norman Osborn mudou de visual de uma semana para outra, e não gosto do novo. Tirando isso, isto é excelente. É assim que se faz um comic de porrada: com constantes surpresas e reviravoltas.

INVINCIBLE IRON MAN #5 - Por outro lado, é assim que NÃO se faz um comic de porrada. Porque tirando dois gajos super-poderosos a trocar murros e insultos, há pouco de interessante aqui.

PUNISHER WAR JOURNAL #23 - A história que termina neste capítulo foi fraca, quase suficiente para me fazer desistir desta série. Não desisto, no entanto, por várias razões. Para já, porque a estadia do Fraction está quase no fim, e já agora aguento até acabar. Depois, gosto da razão pela qual o Punisher toma a atitude que toma aqui (que não parecia ter grande sentido, até chegar ao segundo epílogo). E finalmente, porque ocasionalmente há aqui momentos como a entrada do Rhino, que eu adorei. Mas pronto. Esta história não foi grande coisa.

Ok, esta semana isto foi fraquinho, tanto em quantidade como em qualidade. A SURPRESA DA SEMANA é o ANGEL AFTER THE FALL. Não esperava que a série conseguisse dar a volta por cima desta maneira, e conseguiu, o que é óptimo.
O MELHOR DA SEMANA é o AMAZING SPIDER-MAN, que é muito bom, e tal, mas sinceramente está aqui mais porque a concorrência é fraca. Má semana, mesmo. A leitura que me deu mais gozo foi o comic que transitou da semana passada, para ser sincero...
E já está! Até para a semana!
saí­do da mente de Luís F. Alves às 3:48 da tarde
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quarta-feira, setembro 03, 2008
BLÁ BLÁ BLÁ: Dois fãs de comics falam do que lhes dá na cabeça. Desde que tenha a ver com comics, claro.
Esta semana: O preconceito de que os comics são para crianças continua a prevalecer. Que fazer para acabar com ele, de uma vez por todas?

LUÍS: Que nome damos à coluna semanal? "Conversas de geeks"?"Discutindo comics"?
"Gajas à solta"?
E com que assunto começamos?
JORGE: Vejo que esta já é a própria coluna semanal, uma amostra do que aqui se vai passar. Correcto?
Uma sugestão para o nome: "Bla bla bla".
Um assunto que pensei para iniciar é a ideia espalhada que comics são para crianças/adolescentes. Imagina um adulto que nunca tocou num comic e passa por este blog, como é que lhe podemos estimular a vontade de pegar num comic (ou pelo menos esclarecê-lo que não é deslocado para a sua idade fazê-lo)?
LUÍS: Não tencionava que fosse já a primeira coluna, mas tudo bem, porque não?
"Bla bla bla" agrada-me. Pelo que me diz respeito, pode ficar esse nome.
Em relação ao teu tema, tenho que ser sincero: acho que a ideia já não é tão preponderante como isso, hoje em dia. Os media têm feito muito por desmistificar a ideia da BD enquanto coisa para putos. Convenhamos, a maior parte dos filmes de grande êxito actualmente são baseados em comics. E não são os putos que estão a ir ao cinema sozinhos.
Quer dizer, também serão, mas não são só eles. Seja como for, a consequência disso é uma legitimação dos super-heróis como forma de entretenimento, e sendo o estigma do super-herói que arrasta com ele a imagem do meio, toda a indústria acaba por beneficiar em termos de imagem.
Isto dito, não é coisa que vá desaparecer de um dia para o outro, e realmente nós devíamos fazer mais por isso. Assim de repente, não me lembro de muito no nosso site que possa fazer isso. Acho que a minha critica ao Fell falava da coisa em termos relativamente adultos, mas de resto não me ocorre nada. É pouco. Precisamos de ideias.
Tens alguma coisa em mente?
JORGE: Bem, o que tenho em mente neste momento não seria bonito para escrever num blog de comics (ou num blog qualquer familiar).
Fica "Bla bla bla".
Sobre isso de comics serem para miúdos acabei por associar a: há comics que eu ainda leio porque os lia em miúdo. Qual seria outra justificação para ler "The Amazing Spider-Man" ou insistir em acompanhar sagas como "Secret Invasion"? Permanece aquela curiosidade infantil em saber como vai continuar a história. Se saísse um comic do Tio Patinhas em que a "número 1" fosse destruída eu tinha que ler para saber como é que o raio do Pato ia reagir (talvez ficasse deprimido e abandonasse a sua caixa forte).
Há comics que tu lês por "tradição" / continuidade?
LUÍS: Assim de repente, não me lembro de nenhum que leia por valor nostálgico. Durante muito tempo fiz isso com os comics todos do Batman, depois fartei-me.
Há muitos que sigo por gostar dos personagens AGORA, não por ter gostado deles quando era puto.
Quanto ao porquê de ler comics como os que dizes, vejo montes de outras justificações. A tendência humana de querer histórias em série, a necessidade de uma mitologia pessoal, um sentido de Maravilhoso... A mim parece-me que a verdadeira razão é uma combinação de todas as anteriores. Convenhamos, ninguém lê o Secret Invasion porque espera uma história para crianças. Quanto muito, lê-o porque espera recuperar o sentimento que tinha quando lia coisas semelhantes em criança. E claro, raramente consegue, porque nem o comic é igual, nem o leitor.
Além disso, não confundamos comics escritos de forma infantil com comics escritos para um público infantil. Muito do entretenimento para crianças é incrivelmente maduro e profundo, e muito entretenimento para adultos é estupidamente infantil. Há muito comic a ir pela segunda hipótese, infelizmente, mas não é isso que os leitores procuram. Mas a verdade é que a maior parte dos comics não são feitos para crianças, e alguém que pegue pela primeira vez num comic ao acaso, pode ver as cores brilhantes, e o argumento infantil, e acabar por fazer a confusão que mencionei acima. É um risco que não há como evitar. A maioria dos comics é má ou fraca, como é a maioria de tudo.
Se alguém que nunca tivesse visto um filme na vida fosse a um clube de vídeo, e escolhesse ao acaso, o mais provável, por uma larga margem, seria levar com um filme do Van Damme, ou pior.
Mas a vantagem que tem a hipotética pessoa que nunca viu filmes é que há sempre montes de pessoal à sua volta que pode servir como filtro. Os comics são algo mais underground, são mais subcultura que cultura, o que torna difícil encontrar semelhantes filtros.
É isso que temos que ser, penso eu. Um filtro de qualidade, sem olhar a géneros. Há qualidade em tudo, e cabe-nos encontrá-la. Já como fazer isso é coisa que assim de repente não me ocorre. Para já, continuarmos o que estamos a fazer. O simples facto de falarmos do que gostamos implica que reconhecemos nos comics que mencionamos alguma qualidade.
De resto, não sei como fazer algo por desmistificar o assunto. Estou aberto a sugestões...
JORGE: E já te começaste a esticar, olha-me para a quantidade de palavras que já atiraste para aqui.
Bem, há uma coisa que quero deixar clara: é importante que se produzam comics de qualidade para todas as idades. O que quero reforçar no nosso blog é que isso já existe. Estamos perante literatura para todas as idades, extremamente variada, que passa despercebida aos olhos de muitas pessoas.
Porque é que não são lidos comics nas escolas?
Porque é que aprendemos a fazer composições mas não aprendemos escrever guiões para comics?
LUÍS: Não tenho culpa de levantares questões interessantes.
A questão de aprendermos composições e não a escrever guiões não é muito correcta. As composições servem para nos ensinar a escrever, e como tal a dominar estruturas narrativas, ainda que básicas. O guionismo é demasiado estruturado para ser usado nessa fase inicial. Mas concordo que a BD pode e deve ser mais usada como auxiliar de ensino. O lado pictorial prende mais a atenção aos putos, deixando-os assimilar melhor o conteúdo educativo e narrativo.
A única explicação que encontro para isso não ser feito mais frequentemente, hoje em dia, é preconceito contra a BD. O que me parece estúpido.
E não me querendo esticar mais, porque já temos aqui material suficiente para pensar um bocado (e talvez debater nos comentários, se os leitores estiverem para aí virados), é que concordo com a tua interpretação da missão deste site: Partilhar e apontar comics de qualidade. É natural que ocasionalmente façamos mais, mas acima de tudo, é isso que queremos, e devemos, fazer.
E pronto, para a primeira coluna, acho que já está. Queres acrescentar alguma coisa, para fechar?
JORGE: Acho que é uma boa altura para pararmos, mas quero fazer um pequeno comentário.
Voltando à questão de aprender a escrever guiões no contexto da escolaridade obrigatória, os alunos podiam começar por pequenas composições nos anos iniciais e depois evoluírem para outras formas de exercício de escrita (como os guiões). Não faz sentido para mim que nove anos de escolaridade obrigatória só sirva para treinar o básico dos básicos.
Um tema para outra altura, noutro blog.
saí­do da mente de Luís F. Alves às 6:49 da tarde
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terça-feira, setembro 02, 2008
saí­do da mente de Luís F. Alves às 6:14 da tarde
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