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segunda-feira, setembro 21, 2009
É assim, eu tenho o maior dos respeitos pelo Alan Moore, não só pela obra feita como pela pessoa.
MAS.
De vez em quando, ele diz umas coisas que me fazem perder algum desse respeito.
Hoje, por exemplo, encontrei uma entrevista onde ele diz o seguinte:

"I was noticing that DC seems to have based one of its latest crossovers [Blackest Night] in Green Lantern based on a couple of eight-page stories that I did 25 or 30 years ago. I would have thought that would seem kind of desperate and humiliating, When I have said in interviews that it doesn’t look like the American comic book industry has had an idea of its own in the past 20 or 30 years, I was just being mean. I didn’t expect the companies concerned to more or less say, “Yeah, he’s right. Let’s see if we can find another one of his stories from 30 years ago to turn into some spectacular saga.” It’s tragic. The comics that I read as a kid that inspired me were full of ideas. They didn’t need some upstart from England to come over there and tell them how to do comics. They’d got plenty of ideas of their own. But these days, I increasingly get a sense of the comics industry going through my trashcan like raccoons in the dead of the night."


Para já, o Blackest Night não é baseado nas tais histórias. É, isso sim, uma história elaborada a partir da mitologia que o Geoff Johns tem vindo a criar para os Green Lanterns (e Lanterns em geral) de há uns 4 anos para cá. É certo que essa mitologia aproveita alguns elementos mencionados nessas curtas do Sr. Moore, mas toda a sequência de histórias está bem longe de ser "baseada" nelas.
Depois, ele claramente não leu as histórias, portanto parece-me suspeito criticá-las por não terem imaginação.
Esta citação parece querer esquecer o facto de que os comics nas Duas Grandes vão-se construindo com base nas histórias anteriores. É assim que as coisas funcionam, e como alguém que beneficiou disso, em obras como o Watchmen, o Swamp Thing, ou mesmo as histórias do Superman que fez, ele devia saber isso.
Aliás, mesmo o trabalho dele por conta própria, de que o League of Extraordinary Gentlemen e o Lost Girls são bons exemplos, é baseado em trabalhos que vieram antes. Têm uma visão muito própria desses trabalhos, sim, mas também o Blackest Night tem.
Goste-se ou não se goste, a visão do Geoff Johns, mesmo sendo comercial, é muito pessoal, imaginativa, e longe de estar limitada às tais duas histórias curtas. Insinuar o contrário sem conhecimento de causa, ainda mais tendo telhados de vidro, é desrespeitoso para com o trabalho dos outros artistas, e até algo hipócrita.
Eu tenho muito respeito pelo Sr. Alan Moore, sim.
Mas há alturas em que mais valia ele estar caladinho.
saí­do da mente de Luís F. Alves às 9:16 da tarde
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5 Comentários:
"I'm sorry, Alan, and I'mma let you finish. But John Byrne has the biggest ego in comics OF ALL TIME!"

Saí­do da mente de Blogger Luís F. Alves, às 10:10 da tarde

 
Tens que dar um desconto ao Moore. Ele pode exagerar um pouco no que diz, mas quando espremes tudo sai dali um bocado de verdade. Ele desarmou completamente as editoras com esta entrevista (só é a pena a mesma não ter sido alvo de grande mediatismo, ninguém quer saber do que ele diz). Hoje em dia estamos a assistir a uma fase em que se reciclam personagens que estavam nas cavernas mais sombrias do planeta, que já ninguém queria saber delas e o que é facto é que alguém anda a fazer dinheiro com isso. Sagas como Secret Invasion usam elementos que já sabemos de cor do passado, Final Crisis idem...

É como alguém já disse, o Moore só fez mal em atacar a DC através do Geoff, apesar de não estar completamente errado naquilo diz.

E porra, estas coisas têm de ser ditas. A maioria dos autores não estão a fazer nada por esta indústria, só querem saber do dinheiro ao fim do mês.

Saí­do da mente de Blogger celtic-warrior, às 11:28 da tarde

 
3 palavras: "telhados de vidro".

Saí­do da mente de Blogger Luís F. Alves, às 11:36 da tarde

 
Also, não quero entrar no campo de defender esta saga ou aquela saga, mas o Final Crisis está LONGE de padecer da falta de imaginação que o Moore acusa, portanto não me parece que seja bom exemplo.

Saí­do da mente de Blogger Luís F. Alves, às 11:38 da tarde

 
O Moore está armado em rassabiado :D

É óbvio que vai sendo raro o dom de criar algo completamento isento de influências que no passado foram mal exploradas (a máquina ainda não era o mostro bem oleado - ou mais ou menos - que é hoje). Se funciona com Hollywood, onde grande parte dos sucessos são ideias recicladas ou livros de sucesso adaptados, também os comics são "vitimas" do mesmo. Cabe aos actuais argumentistas criarem um novo cenário (o que nem sempre é preciso) e contemporanizar a cena toda.
Claro que Moore também deu a volta a muito do que já se fez. Melhor, é impossível que não o fizesse, a não ser que tivesse vivido numa caverna a vida toda (e atenção, olhando-se para ele poderiamos assumir que sim, que viveu a vida toda numa caverna!) e estivesse alheio a tudo o que já se fez até hoje...mesmo assim, talvez não conseguisse ser completamente original.

O que o homem quer é atenção! Coitadinho!

Saí­do da mente de Blogger refemdabd, às 1:05 da manhã

 

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