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quarta-feira, outubro 08, 2008
Uma crónica semanal assinada por dois tipos que gostam de comics

Jorge: FanFic (ficção criada por fãs) é algo que escapa muito da minha esfera pessoal:

- Sei o que é;
- Nunca escrevi;
- Nem sei se já li...

A ideia que tenho é que a base é pegarmos num conteúdo já criado que gostamos e fazemos algo de novo sobre isso.
Apresenta-me lá esse mundo, sr. Luís.

Luís: Acho que não sou a pessoa indicada para falar desse mundo. Tal como tu, sei o que é, nunca li, e com uma ou duas excepções que acho que vou mencionar mais adiante, nunca escrevi.
Mas o conceito fascina-me.
Não é tanto a necessidade de escrever fanfic. Isso eu percebo. Há dois factores que levam à escrita de fanfic. Um deles é um fascínio tão grande pela história, personagens, universo, ou seja lá o que for que serve de "inspiração", que simplesmente se quer contribuir com algo mais pessoal, para criar uma proximidade maior. Para, de certa forma, devolver à história (ou seja o que for) o que ela nos deu. Isto eu percebi nos bons e velhos tempos da Scoobies Team, em que perdíamos horas a fio a traduzir as legendas em inglês dos DVD do Joss Whedon para português, só porque sim. Ostensivamente, era para aumentar os fãs dessas séries cá no burgo, mas no fundo, acho que o que nos movia era uma necessidade de fazer parte do processo criativo de algo que admirávamos. Claro que no fundo, a legendagem não é assim tão criativa, mas acreditem, às vezes parecia. E na altura, era o melhor que eu podia fazer.
E sim, sei que isso não é fanfic, mas é próximo, e penso que o impulso é o mesmo.
Outro impulso, o tal outro factor, é realmente criativo. Acontece quando se tem uma ideia para uma história que não nos sai da cabeça, e só pode ser feita num universo em particular.
Isso aconteceu-me recentemente.
Como fã de comics, e alguém com alguma tendência criativa, é óbvio que já tive várias vezes ideias para os personagens e universos que leio, mas não costumo ter problemas em transferi-las para outros projectos, ou simplesmente arquivá-las e esquecê-las.
Até que me veio uma ideia para um filme do Doctor Who.
Epá, a porcaria da ideia não me largava. Por mais que eu a tentasse tirar da cabeça, ela recusava-se a sair, e quanto mais eu tentava, mais elementos da história me iam surgindo. Ainda tentei aproveitar a ideia para outra coisa qualquer, ou criar uma história de raiz. Mas não, nada funcionava.
Só tive alguma paz quando escrevi um outline de 3 páginas a descrever o filme todo. Foi o mais próximo que cheguei de escrever fanfic.
Claro que isto só dá uma explicação para a parte de escrever fanfic. Que é a parte que eu compreendo. Mas e a parte de ler? Quem é que a lê? E porquê? Que leva alguém a ler histórias dos seus personagens favoritos que não só estão longe de serem oficiais, como na maior parte das vezes (pelo que me dizem), até costumam estar mal escritas? Especialmente hoje em dia, em que tudo é um franchise e há sempre toneladas de material oficial seja do que for?
Alguma ideia?

Jorge: Fanfic pode ser um óptimo exercício literário, apenas para nos obrigar a desenvolver uma ideia num universo já estabelecido. Não são necessárias introduções, podemos focar na história que queremos contar. Parece mais interessante escrever do que ler.
Durante o tempo que andamos aqui a trocar mails, lembrei-me que já escrevi uma história do Homem-Aranha, logo já fiz fanfic (ao contrário do que escrevi inicialmente). Peguei nos elementos que mais gosto da personagem e escrevi algo à minha maneira. Gostei do resultado, mas não me senti muito orgulhoso, afinal trabalhei com personagens estabelecidas; serviu para treinar a escrita, não é material para publicar.
Uma cena que gostei de escrever foi uma discussão entre dois putos, cada um a dizer quem é que era o herói mais forte do Universo Marvel. Um berrava Hulk, outro respondia com "Thor!"
Criar Universos é muito mais interessante para os meus olhos e não me vejo a ler fanfic com regularidade.
Escreveste um outline de um filme do Doctor Who, óptimo. Quem sabe se não te vai inspirar num trabalho teu ou mesmo conseguires emprego como argumentista do Doctor Who (era bom...)? Perda de tempo não foi de certeza.

Luís: É ALTAMENTE improvável que eu venha a ser argumentista do Doctor Who. É mais provável que eu consiga usar elementos da história noutro lado, mas mesmo isso é dificil. Acredita, eu já tentei.
Perda de tempo realmente não foi. Gostei do resultado, e tirou-me aquela ideia maluca da cabeça. Só por isso, valeu a pena.
É interessante, no entanto, dizeres que achas que não ficaste muito satisfeito com o resultado da tua fanfic porque foi com personagens estabelecidos, e que o gozo está em criar universos.
Isso leva-nos a outro assunto, nomeadamente ao debate Kirkman vs. Bendis, não te parece?
Mas se calhar é melhor deixarmos isso para a semana...

Jorge: Sim, deixemos para a próxima semana esse tema (raio do Bendis já viu o nome dele outra vez neste blog).
saí­do da mente de Luís F. Alves às 11:35 da manhã
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2 Comentários:
Nunca escrevi uma história completa de fanfic, mas cheguei a começar duas há alguns anos.

De vez em quando gosto de ler alguma fanfic, e é por ter lido alguma de diversos universos que digo que se encontra de tudo quando se está a procurar fanfic de dado tema - tanto a fanfic que é escrita de uma forma 'realista' (isto é, escrita de tal forma que conseguimos ver a história passar-se no universo em que se insere, até poderia ser um episódio real) como as histórias mais idiotas (e fora de contexto) de sempre.

Acho que é uma boa forma de treinar a escrita, porque se pode começar logo a escrever histórias sem ter de se imaginar todo o background do universo em que se passa. No entanto, muita gente que escreve bem fanfic, poderia começar a criar os seus próprios universos para evoluir, já que tudo o que conseguia melhorar escrevendo fanfic já chegou ao máximo.

Saí­do da mente de Anonymous Raquel, às 9:45 da manhã

 
Um post muito interessante.

Nunca escrevi fanfic, mas já imaginei várias, por isso já estive desse lado da questão que mencionas, Luís. É, como dizes, um impulso estranho, de estarmos tão fascinados por de um universo, por uma personagem, que gostaríamos de o ver desenvolvido de outra forma. Acontece quando não gostamos de uma direcção, por exemplo, ou mesmo quando começamos a imaginar como seria se as personagens vivessem noutra realidade.

Não sou escritora de fanfic, como já disse, mas sou uma ávida leitora. Claro que aqui é preciso marcar uma linha clara - sou leitora de boa fanfic, não daquela escrita por pitas de 13 anos que acham que sabem descrever uma cena de sexo gratuito. Como em tudo na vida, há fanfiction boa, e fanfiction má. E há também aquela fanfiction que, estranhamente, consegue superar o original. Como é que isto é possível - é fácil: os autores de fanfic não estão limitados por questões monetárias, escrevem apenas porque lhes dá gozo, porque gostam genuinamente de uma personagem. Os escritores de comics vão e vêm, e as personagens vão sendo alteradas (por vezes destruídas) consoante a modas do momento, sem pensar nos fãs que não querem mais ver a Phoenix a morrer e a renascer pela quadragésima sétima vez, mas na fanfiction a nossa imaginação, as nossas recordações são uma tela em branco para criar.

Comecei a ler fanfiction nos tempos áureos da minha fascinação pelos X-Men (1997, 1998), e desde então nunca mais consegui parar. De vez em quando, o vício lá chama e começo a descobrir outros universos, saltando entre os comics e as séries de tv, entre histórias que se passam em planos secundários de uma issue, a grandes arcos dedicados às minhas personagens favoritas, e mesmo às crossovers mais inacreditáveis possíveis (a última crossover excelente que li punha o universo bsg 2003 a chegar à terra da West Wing de Bartlett, por incrível que pareça). Não me faz diferença os outros acharem este vício estranho - eu gosto, e irei continuar a gostar de fanfiction por muito tempo. E mesmo se as histórias que imaginei nunca venham a sair da minha mente, não planeio deixar de ler fanfiction nos próximos tempos. :)

Saí­do da mente de Anonymous syrin, às 11:10 da tarde

 

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