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quarta-feira, setembro 17, 2008
Luís: Uma tendência que parece cada vez mais acentuada nos comics americanos é a da periodicidade semanal.
Já tivémos o 52, o Countdown, o Trinity, e finalmente o Amazing Spider-Man, que sai três vezes por mês, mas que para todos os efeitos, vamos tratar aqui como semanal.
Adorámos os dois o primeiro, tu não leste os dois do meio (sortudo), e em relação ao último, tu estás a gostar, mas dizes que darias em doido se fosse mensal, e eu digo que se fosse mensal, seria considerado como uma nova era de ouro do Spider-Man.

As questões que se colocam são:
O formato semanal é positivo ou negativo, e porquê? E como achas que influencia, não só a própria forma de contar as
histórias, mas a percepção de qualidade das mesmas?

Jorge: Estou a adoptar o hábito de esperar pelo trade para ler tudo seguido, o que já indica qualquer coisa. Espero para comprar, que fique claro, pois continuo a acompanhar diversos comics de vinte e poucas páginas. Gosto de ler uma história completa, ou então no máximo em 3 partes, aborrece-me ler uma história dividida em diversos conjuntos de vinte e tal páginas, arrastada ao longo de meses (já para não falar dos atrasos).

O 52 além de ser excelente, ganhou com a saída semanal por a acção se passar em tempo real, cada comic uma semana (ao estilo da série 24). O The Amazing Spider-Man (apesar de estupidamente continuar a porcaria feita em One More Day) funciona bem semanalmente (até agora), afinal com tanta telenovela pelo meio aquilo soa a série de televisão (mas vai ser uma série infinita?).

Em termos da forma de contar uma história, um comic semanal obriga a uma equipa de criativos, e a explorar diversas perspectivas (se o leitor não tiver novidades semana após semana não vai ficar muito tempo com a série, olha o teu exemplo com o Trinity). Parece-me que um comic semanal que tenha fim marcado é interessante (caso do 52, são 52 números e acabou), no caso do The Amazing Spider-Man (sem fim visível e que parece extender-se durante as próximas décadas) é estranho. Nunca percebi porque é que o Spider-Man precisa de tantos títulos, a opção mais viável para a série seria um comic mensal bem escrito e bem desenhado.

Querem ver um cenário assustador para um comic semanal, o Bendis a escrever "New Avengers" semanalmente. Epá, aquilo já é mensal e parece anual. Espera, até era capaz de resultar, se fosse semanal, ao fim de três anos já tínhamos visto qualquer coisa. Deixemos o Bendis para outro Blá Blá Blá...

Mas há um efeito muito negativo dos comics mensais: as nossas carteiras. Um comic semanal tem custos aos leitores (pelo menos os que compram) e esse custo talvez faça com que abandonem a compra de outros títulos.


Luís: Isso, o Bendis é um tema suficientemente forte para uma coluna inteira, parece-me. O aspecto monetário é importante, sim, especialmente a parte de ter que se fazer sacrificios noutros lados.
No caso do Amazing Spider-Man, no entanto, acho que isso não é relevante. Convém não esquecer, o Spider-Man tinha três ou quatro títulos mensais já há muito tempo, e a qualidade era demasiado variável, para além de que não havia um plano coeso, era como ler a história de três ou quatro Spider-Men diferentes. Agora, ocupando o mesmo mercado, e com o mesmo investimento monetário da parte dos leitores (não obstante os aumentos de preços ao longo dos anos), temos algo bem mais consistente, com um plano de jogo bem definido a longo prazo, e com uma qualidade bastante constante. Por isso sim, parece-me que a coisa é para durar. E não vejo mal nenhum nisso. Neste caso, a opção de seguir pelo formato semanal parece-me lógica.

Já a DC insiste em espalhar-se ao comprido. Aconteceu magia com o 52, acredito mesmo que sim. É um projecto especialíssimo, e uma história fantástica, que só podia ter sido contada naquele formato, que foi explorado até ao tutano. É interessante ver como certos capítulos não são satisfatórios em si mesmos, porque não têm principio, meio ou fim. São só um desenrolar natural de acontecimentos, e só na fase final da série toda a estrutura narrativa é revelada.

Mas foi um êxito, e a DC quis repetir. O resultado foi um formato à procura de história e equipa criativa certa, e até ver, não encontraram nada de jeito. Nem acredito que encontrem. Ainda assim, apesar do desastre, é curioso ver como diferentes escritores tentam estruturar as histórias para o formato semanal.
Pelo menos em termos de capítulos individuais, eu na maior parte dos casos não noto grandes diferenças narrativas. É certo que nos maus exemplos, há capítulos feitos obviamente para encher, e nos bons, há um prazo maior para fazer revelações.
Mas tirando isso, notas diferença?

E a propósito disso, uma pergunta: se pegasses num qualquer story arc recente do Spider-Man que gostaste, e se em vez de semanal, ele fosse publicado mensalmente, achas que afectava o teu prazer enquanto leitor?


Jorge: Eu nunca gostei da ideia de diversos títulos mensais do Spider-man (ou de outra personagem qualquer), mas mesmo quando existiam diversos títulos e eu comprava, nem sempre comprava todos. Dependiam se estavam interligadas. E fazia isto pelo aspecto monetário.
Em resposta à tua pergunta, sim afectava o meu prazer de leitura, apesar de arcos pequenos eles acabam por se ligar, as histórias secundárias prolongam-se e se fosse mensal seria uma seca. Apesar de neste momento o Spider-man parece bem afastado do Universo Marvel, devido a ser semanal, as histórias têm de estar escritas com muita antecedência o que diminui o cross-over com outras personagens.

Luís: Mas as histórias secundárias prolongadas do Spider-man não foram sempre parte integrante da série? Prometo não mencionar a palavra "clone", mas lembro-me da saga do Hobgoblin, por exemplo, que não obstante o final algo atabalhoado, sempre foi planeada como algo a longo prazo. Ou estou a lembrar-me mal?

Quanto a estar afastado do Universo Marvel, ok, admito que parece, mas isso é positivo. A fase escrita com o JMS foi cheia de crossovers forçados, um ligeiro afastamento parece-me saudável. Já para não falar que o Spider-man continua a marcar presença noutros títulos, claro.

Eu acho a periodicidade semanal bastante positiva, não obstante o preço. E digo mais: tomara eu que outros títulos fossem semanais. O Hulk do Loeb, por exemplo. Se fosse semanal, dávamos uma gargalhada por semana, não levávamos aquilo demasiado a sério, e com alguma sorte, a coisa despachava-se mais depressa.

Jorge: As histórias secundárias prolongadas sempre existiram no Spider-Man, mas não tantas em simultâneo principalmente numa fase em que desconhecemos completamente o Universo da personagem desde o OMD. Admito que nesta fase ser semanal tem sido importante ou já tinha desistido daquilo.

O Hulk do Loeb se fosse semanal já tinha sido cancelado, boa ideia.
saí­do da mente de Jorge Amorim às 11:25 da manhã
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