Foi lançado este Sábado o álbum de banda desenhada O Pequeno Deus Cego, publicado pela editora Kingpin Books, com argumento de David Soares, desenho de Pedro Serpa e legendagem por Mário Freitas, na Amadora BD.
Captamos parcialmente (*inserir cliché 'motivos de ordem técnica'* (mas foi mesmo a razão)) o evento em vídeos.
Seguiu-se um sessão de autógrafos de David Soares e Pedro Serpa.
Está prestes a ser lançado o álbum de banda desenhada 'O Pequeno Deus Cego' pela editora Kingpin Books, escrito por David Soares, desenhado por Pedro Serpa e legendado por Mário Freitas.
"A vida da pequena Sem-Olhos torna-se uma tragédia quando a mãe determina que ela seja iniciada num sangrento rito tradicional, mas ainda mais doloroso é o grande segredo da família, oculto no passado, que duas personagens misteriosas irão desmascarar. Poderá Sem-Olhos ser um pequeno deus sobre a terra?
"O Pequeno Deus Cego" é uma história alegórica, de contornos herméticos, passada numa fabulada China ancestral. Filosófica e visceral, em simultâneo, é uma banda desenhada que irá resgatar o leitor das trevas para a luz."
O lançamento será no Auditório do Amadora BD, dia 22 de Outubro, Sábado, pelas 15h30. Contará com a presença do editor Mário Freitas (Kingpin Books), e dos autores David Soares e Pedro Serpa.
Alguns dias depois, a 1 de Novembro (3ª Feira, Feriado) às 15h00, será inaugurada uma exposição de pranchas originais desta banda desenhada na loja/galeria Kingpin Books, que lá permanecerá até final de Novembro. Contará com a presença dos autores d'O Pequeno Deus Cego, que se disponibilizarão para assinar exemplares deste novo álbum de BD.
Comentário Pessoal: Vale a pena, gostei muito de o conhecer na BD da Amadora. Levem os vossos comics para autografar ou vão lá simplesmente para trocar dois dedos de conversa.
Mário Freitas é das pessoas que conheço que tem demonstrado mais interesse em desenvolver a BD em Portugal. Alguns de vocês já o conhecem da Kingpin Books, já nos habituou que não é o homem das palmadinhas nas costas, nem a si próprio as dá. Quando soube que ele estava a trabalhar numa reedição do C.A.O.S., decidi fazer-lhe umas perguntas. Desde já agradeço a disponibilidade que demonstrou.
Porquê uma nova edição do C.A.O.S.?
- Já há muito que havia esta ideia de fazer a compilação dos três números originais que compunham o primeiro C.A.O.S. (e digo primeiro, porque há entretanto um novo em curso). Aliás, cheguei mesmo a prever isso para finais de 2008, mas optei na altura por um reedição melhorada do nº1, dado que sobravam ainda suficientes exemplares do 2 e do 3 que permitiam a venda continuada da série. Passados dois anos, o 2 está esgotado e sobram apenas quantidades residuais do 1 e do 3, pelo que chegou o momento da tal compilação. Como tenho este vício terrível de aprimorar continuamente as edições, achei que uma simples reedição não chegava e deitei mãos a uma espécie de “editor’s cut”, sempre, claro, com o acompanhamento e concordância do Fernando (Dordio, argumentista da série), com quem fui debatendo todas as alterações a acrescentos. Três anos depois do fim da publicação do C.A.O.S., a evolução das edições da Kingpin Books permitirá agora um livro mais “clean”, mais elegante, mais coeso, em resumo, melhor.
Quais as grandes diferenças da primeira versão?
- A primeira grande diferença está na cor, claramente. A partir das cores originais, trabalhei exaustivamente as tonalidades de cada página de forma a tornar a arte mais límpida e perceptível. Optei também por páginas mono ou duocromáticas, cuja cor predominante reflita o ambiente ou o ritmo de cada cena. Temos desde sépias, nas cenas passadas em 1981, até azuis frios para as cenas de Moscovo ou vermelhos intensos para as cenas de maior violência e intensidade. Essa mudança da cor foi acompanhada por vários ajustes no layout e composição das páginas, reforçando a tal claridade e elegância acrescidas a que me propus. Depois, foram acrescentadas mais cinco páginas novas que o Filipe (Teixeira, artista do C.A.O.S.) desenhou e que ajudaram e melhorar o ritmo e o impacto visual de algumas cenas. Fez-se também uma revisão de todos os diálogos, alterando-se o necessário e eliminando-se o que foi considerado supérfluo ou redundante. A própria legendagem foi toda melhorada, com quase todos os balões redesenhados de raiz e a fonte usada igualmente aprimorada. O próprio formato foi redimensionado, tornando o livro mais “pulpish”, à falta de melhor designação.
Como Editor, o que mudou na sua forma de ver a história?
- Vou bater na mesma tecla outra vez: não mudou; evoluiu. Quatro anos de experiência como editor e autor de BD dão obviamente uma experiência e sensibilidade acrescidas, sobretudo depois de se ter oportunidade de olhar para as coisas com o distanciamento que só o tempo confere. A pressão imediatamente anterior ao lançamento de um livro nem sempre permite o descernimento ideal e acabamos, por vezes, por deixar passar coisas que depois nos parecem óbvias. Isto é daquelas coisas que, lá está, a experiência tem ajudado e muito a ultrapassar, mas o C.A.O.S. e o Pig foram sendo os balões de ensaio que nos permitem hoje continuar a dar saltos qualitativos visíveis nas novas edições. O dia em que achasse que já não encontrava nada para melhorar nas edições seria o dia em que arrumaria as botas, porque seria sinal que tinha parado de evoluir, que tinha estagnado e me tornado em mais um anacronismo ambulante da BD portuguesa. Enquanto isso não sucede, cá ando, semeando o caos, porcos, moscas e a felicidade. Por falar em C.A.O.S…. Tem a certeza que já leu AGENTES DO C.A.O.S.: A CONSPIRAÇÃO IVANOV?
Nota: Mário Freitas cedeu algumas imagens para vermos as diferenças (lado esquerdo versão publicada originalmente, lado direito versão reeditada). Coloquei aqui duas, em breve mostro as restantes.
"Argumento de Nuno Duarte, desenhos de Osvaldo Medina. Servindo-se da fórmula matemática da felicidade que um dia brotou da sua imaginação, Victor tornou-se numa espécie de santo com personalidade e tiques de diva da pop. Usando este estatuto, o outrora simples e virtuoso rapaz de província é agora uma celebridade amoral e mega-mediática, a quem nenhum capricho é negado.Todavia, é num mundo à beira de um cataclismo bélico que sombras do passado o farão reavaliar as suas prioridades, em busca daquela que será a sua redenção e a sua própria fórmula da felicidade…"
(do site do oficial)
Comentário: Uma boa história, bem ilustrada e um exemplo de BD nacional de qualidade. Este segundo volume leva a história a um rumo que não esperava, explorando a comercialização da alma do Victor e a sua busca pela felicidade. Não quero contar pormenores da história, mas é uma leitura que recomendo. Assim que adquiri a minha cópia da fórmula li com grande satisfação.
Confesso a minha admiração pelo traço do Osvaldo e depois de ver estas belas páginas volto a destacá-lo.
A edição mostra que a Kingpin Books continua a investir na qualidade, algo que todos os apreciadores de BD agradecem.
A Fórmula da Felicidade é uma banda desenhada portuguesa, esta semana surgiu com um site promocional. Vejam como está com bom aspecto. :) Os meus parabéns a todos os envolvidos nesta obra.
Não é segredo, para quem por aqui passa, que acho que a Kingpin Books faz um excelente trabalho no âmbito da Banda Desenhada. Além de disponibilizarem um grande número de obras de diversas nacionalidades, fazem também história na BD Nacional (publicam material original, apoiam publicações inéditas, desenvolvem acções de formação de banda desenhada, etc...).
Hoje olhei para o programa deles no Festival de BD da Amadora e... noto que cada vez estão com uma presença melhor. Vejam o programa completo aqui.
- Autores Nacionais: David Soares, Mário Freitas, Osvaldo Medina e Nuno Duarte - Autores Estrangeiros: CB Cebulski, Cameron Stewart, Karl Kerschl e Ramón Pérez. - Lançamentos: Mucha e TX Comics - Exposição: webcomics (no espaço da Amadora) e outro mais mainstream (mesmo na Kingpon) - Master Class com o Cebulski e com possibilidade de outra (surpreendam-me ainda mais pessoal!)
Sábado, dia 18 de Julho, passem pela Kingpin Books para trocarem algumas palavras com a Tara McPherson, conheçam"Lost Constellations" e aproveitem para ficar com uma edição autografada.
"Tara McPherson is an artist based out of New York City. Creating art about people and their odd ways, her characters seem to exude an idealized innocence with a glimpse of hard earned wisdom in their eyes. Recalling many issues from childhood and good old life experience, she creates images that are thought provoking and seductive. People and their relationships are a central theme throughout her work."
Visitem o site dela para conhecerem os seus trabalhos.