free tracking

conspiradores

. Raquel

. Jorge Amorim

. Nuno Miguel Lopes

. Luís F. Alves

estamos aqui

e-mail

. Say NI

artigos recentes

. É assim que se brinca com o coração dos fãs!

. Avengers 2

. Em Julho de 2013... (Marvel Comics)

. Então careca?? O que se passou?

. O novo (e velho) Constantine

. Quanto pagas por uma morte?

. Será mesmo Superior?

. Ask the Kingpin (Parte 2 de 2)

. Ask the Kingpin (Parte 1 de 2)

. The Kingpin of Comics is back ...

links de comics

. Comic Book Resources

. DC Comics

. Image comics

. Kingpin of Comics (Site)

. Kingpin of Comics (Blog)

. Leituras de Bd e não só

. Marvel Comics

. Newsarama.com

. Silver Bullet Comics

. World of Manga and comics

. Luca BD

outros links

. Corusca

. Multitudo Design

. O Armário das Calças

. Sonhos Urbanos

arquivos

. março 2006

. abril 2006

. maio 2006

. junho 2006

. julho 2006

. agosto 2006

. setembro 2006

. outubro 2006

. novembro 2006

. dezembro 2006

. janeiro 2007

. março 2007

. abril 2007

. junho 2007

. julho 2007

. agosto 2007

. outubro 2007

. janeiro 2008

. fevereiro 2008

. março 2008

. abril 2008

. maio 2008

. junho 2008

. julho 2008

. agosto 2008

. setembro 2008

. outubro 2008

. novembro 2008

. dezembro 2008

. janeiro 2009

. fevereiro 2009

. março 2009

. abril 2009

. maio 2009

. junho 2009

. julho 2009

. agosto 2009

. setembro 2009

. outubro 2009

. novembro 2009

. dezembro 2009

. janeiro 2010

. fevereiro 2010

. março 2010

. abril 2010

. maio 2010

. junho 2010

. julho 2010

. agosto 2010

. setembro 2010

. outubro 2010

. novembro 2010

. janeiro 2011

. fevereiro 2011

. março 2011

. abril 2011

. maio 2011

. julho 2011

. agosto 2011

. setembro 2011

. outubro 2011

. novembro 2011

. dezembro 2011

. janeiro 2012

. fevereiro 2012

. abril 2012

. junho 2012

. julho 2012

. agosto 2012

. setembro 2012

. outubro 2012

. novembro 2012

. dezembro 2012

. janeiro 2013

. março 2013

. abril 2013

. outubro 2014

RSS
Powered by Blogger
terça-feira, julho 06, 2010
Conhecemos o Carlos Pedro pelos seus desenhos no Super Pig, temos vindo a conversar com ele em diversas situações e sabemos que é completamente viciado e dedicado à Banda Desenhada. Em Julho ele vai ser o convidado de hoje da famosa Tertúlia da Banda Desenhada e pareceu-nos uma boa altura para o convidar para uma conversa aqui no blog.


Jorge (J): Ora bem, Carlos, vamos começar! Tu e BD: como e porquê?

Carlos Pedro (C): Bem o como...

O como foi graças à minha avó paterna. Eu tive a sorte de ter uns avós que ficaram comigo até aos seis anos de idade, quando entrei para a primeira classe. Um dia, já não me recordo bem porquê, provavelmente porque tinham achado piada e queriam entreter-me, ou só para me mimar a minha avó comprou-me aquele que foi o meu 1º livro de banda desenhada. Era um livro da Disney, a adaptação dos filmes Peter Pan e do filme Fantasia para banda desenhada. Lembro-me que devia ter 4 ou 5 anos e lembro-me também que adorei.Era uma sensação estranha ver aqueles desenhos cheios de cor que apesar de serem formas estáticas pareciam mover-se como se tivessem vida. A partir daí foi sempre a somar. Comecei a cravar os meus pais todas as semanas. Comecei pela Disney, depois descobri a obra do Maurício de Sousa e aos oito anos o meu pai em vez de me comprar um livro da Mónica cometeu o erro e comprou-me o meu primeiro comic americano, não me recordo com precisão qual foi, mas sei que ou foi o "what if the X-Men have lost Inferno" ou uma história qualquer do Homem-Aranha do início dos anos 90, antes de clones e afins aparecerem à força toda...O porquê... Bem acho que já respondi acima. Eu era um miúdo sossegado e a minha avó deve ter achado uma boa ideia arranjar-me algo com bonecos para me entreter. A verdade é que graças à banda desenhada, e à minha avó, aprendi a ler logo aos 4 anos e entrei para a primeira classe com essa mais valia, para surpresa dos professores.

Abençoada seja ela, onde quer que esteja neste momento.
A representação dos gajos habituais do Bla Bla Bla, oferecida pelo Carlos.

J: E a passagem de leitor a autor, como aconteceu?

C:
A passagem a autor aconteceu quando conheci o Mário Freitas, dono da Kingpin Books e editor do Super Pig entre outros títulos.
Salvo erro foi em 2003 ou 2004 num Festival da Amadora. Eu andava a entrar dentro das edições americanas, estava saído de fresco das edições da Devir, e conheci-o como cliente nessa altura. A única aproximação que tinha tido ao mundo da BD através de um prisma mais como artista que leitor tinha sido através do curso do CITEN, tirando isso desenhava as minhas coisas mas nada de produção de páginas, era o habitual fã que desenhava uns pin-ups. Após conhecer o Mário ele abriu a sua primeira loja física e eu tornei-me cliente. Um dia por curiosidade mostrei-lhe uns rabiscos e ele achou piada. Entretanto passou-se algum tempo e em 2005 ele aproximou-me com a ideia do Super Pig. Confesso que foi algo que me deixou completamente estático como estarrecido. Nunca tinha feito nada que fosse efectivamente um livro, mas obviamente que não ia dizer que não.Lembro-me que devido à faculdade tive que desenhar as 22 páginas no verão, o que me deixou completamente de rastos e chegou a mandar-me para o hospital com valentes cefaleias devido a falta de sono e stress. Mas passado quase 5 anos valeu mais que a pena. Depois disso e aprendida a lição de gerir o tempo e quanto trabalho dá produzir 22 páginas de arte passámos a planos cada vez mais ambiciosos e temos sido colaboradores frequentes.A coisa boa de se trabalhar com o Mário é que para além de ser uma pessoa com muito bom gosto e uma cultura vasta é também alguém que consegue balançar extremamente bem a amizade que desenvolvemos com o não ter receio algum de me mandar qualquer tipo de carolos. É alguém sem papas na lingua e que puxa constantemente pelos seus colaboradores. Sinto que aprendi muito desde que comecei a trabalhar com ele e que tive uma sorte desgraçada em o conhecer. ---
Página do Super Pig #1 - Desenhos Carlos Pedro, Arte-Final: Mário Freitas, Cor: Gisela Martins

J: Sabes eu vi uns desenhos teus do Super Pig antes de serem publicados, e achei muito bons. E recentemente tive oportunidade de olhar para esboços teus actuais e ainda estão melhores. O que é que tens feito para desenvolver a tua arte? E em que projectos tens estado envolvido?

C.: Cool, alguém que gosta da minha arte! Desculpem mas eu costumo olhar para as minhas coisas e apetece-me pegar-lhes fogo, sou muito auto-crítico nesse aspecto.
As únicas coisas que posso dizer que faço é continuar a desenhar, o mais constantemente possível, analisar os meus pontos fortes, de forma a poder puxar por eles, e os meus pontos fracos, de forma a deixarem de os ser.

Outra das coisas que tento fazer é ler muito e ter atenção a diferentes tipos de arte.
Se houve algo que me ajudou a compreender como desenhar banda desenhada foi ler Imenso. Com o tempo os gostos evoluem e a sensibilidade aumenta, é recíproco. Desde que comecei a ler comicbooks que comecei a reparar em artistas que não fazia ideia que existiam. Deixei de me preocupar com estilo para pensar em substância, deixei de lado autores como Joe Madureira para ler coisas do Frank Quitely, J.H. Williams, John Cassaday, e muitos outros, mas ao mesmo tempo que os leio tento estudá-los, não numa perspectiva de copiar mas sim de entender o porquê de desenharem como desenham.

É algo que acho que quem se interessa por banda desenhada deve fazer sem medo: estudar os artistas que admiram. Hoje em dia dou por mim a pesquisar por todos os livros que tenho cá por casa para encontrar soluções de transições de paineis ou de ritmos de leitura de vários artistas diferentes e de um espectro bastante diverso, desde manga a comics até franco-belga. Boa arte é sempre inspiradora para criar boa arte.
Quanto a projectos, antes de mais há um que tenho mesmo que terminar: a faculdade. Neste momento dou por mim num momento algo crítico e fantástico em termos profissionais em todas as áreas. Decidi um rumo profissional e vou apontar para ele de forma a poder continuar com a produção de banda desenhada. No preciso momento estou a colaborar numa história curta com um self made publisher chamada Kevin Church (recomendo vivamente que visitem o site www.agreeablecomics.com para verem a magia que este senhor faz) que tive a sorte de conhecer pelo Facebook numa coincidência rara. Ele precisava de alguém para uma colaboração curta, eu arrisquei e mandei uns exemplos do que faço, ele gostou e pronto. E depois tenho aquele que deve ser o meu projecto mais ambicioso até à data. Vai ser uma colaboração com outro amigo do núcleo da Kingpin Books, o fantástico Fernando Dordio, autor do CAOS, com quem já queria trabalhar desde que vi a ambição que ele coloca nas histórias dele. Está ainda num estado muito embrionário. As obrigações laborais ainda não permitiram acelerar o processo criativo mas se correr como estou a planear vai ser algo em grande...

J.: Como é que apresentarias BD a alguém que ainda não tivesse descoberto esta Arte? E que obras sugerias para leitura?

C.: Ui, essa é tramada.
Acho que dependeria um bocado a quem ia apresentar.
Depende sempre do leitor e da personalidade deste, desde os gostos à sensibilidade artística da pessoa em questão. Daí ser sempre subjectivo.
No entanto a meu ver existe sempre um factor base em apresentar exemplos, e foi algo que aprendi no secundário com o meu professor de oficinas de artes: O gostar de algo, o ser bonito ou feio pouco ou nada interessa para a produção de arte.
Se pensarmos então que a regra base de uma boa banda desenhada é contar bem uma história então aí talvez seja possível apontar alguns (bons) exemplos para se apresentarem a alguém que nunca teve uma aproximação a esta arte.
A meu ver para ambientar um leitor às possibilidades desta arte apresentava estes cinco exemplos:

1) Scott Pilgrim - Divertido, acessível, cheio de referências a cultura pop e porrada a rodos, desde batalhas de rock a mega combos como qualquer beat 'em up para a consola caseira. E no final se dissecarmos tudo isto é a coisa mais simples, e talvez também a mais difícil, de se contar: uma história de amor e resposabilidade. Fabuloso a todos os níveis.

2) Umbrella Academy - Humor Negro, viagens no tempo, O zombie do Gustave Eiffel, 7 irmãos um deles tem um corpo de um orangutango espacial, Loucura total, acção e uma arte fenomenal do brasileiro Gabriel Bá. Ah e o mais engraçado: é escrito pelo vocalista dos My Chemical romance. Sim é a coisa mais maluca que se pode imaginar pedir a alguém para ler mas é sem dúvida das melhores coisas para alguém ver o potencial que se tem quando ideias geniais encontram artistas perfeitos.

3) Qualquer coisa escrita pelo Naoki Urasawa - Escolham uma qualquer. 20Th Century Boys, Pluto, Monster, etc. É o melhor criador de banda desenhada a trabalhar actualmente. Ponto. Ninguém chega aos calcanhares do senhor. Podem dizer: "Ah mas é manga".
Mais razão me dão: uma boa história é boa aqui como no japão, uma boa banda desenhada é boa aqui como no japão, Coreia, Burkina Faso ou até no Gana e Urasawa é a prova viva disso mesmo.

4) Local / Demo - Brian Wood escreve bem para caramba e consegue abordar temas que parecem ser extramente triviais mas no entanto torna-os fantásticamente apelativos. O Local conta a história de uma rapariga a achar o seu lugar no mundo e o Demo é uma colecção de pequenas histórias cada uma com uma temática base de pessoas que têm um dom fora do comum. A arte é dada por Ryan Kelly e Becky Cloonan respectivamente. Fantástico a todos os níveis.

5) All-Star Superman - A melhor história de sempre do Super Homem. Digo até mais: uma das melhores histórias de sempre de banda desenhada. Arte fantástica, história perfeita que ilustra as verdadeiras capacidades de escrever uma personagem sem limite até mesmo na morte. Para quem quisesse começar por uma personagem mais conhecida, e quem mais conhecido que o Superman?

Desenho: Carlos Pedro Arte-Final: Mário Freitas Cor: Gisela Martins (interior do Super Pig #4)


J.: Excelentes recomendações! Pessoalmente, acho o Urasawa uma excelente forma de iniciar o contacto com a BD.
Fora da Bd, quais são as tuas influências?

C.: É um bocado difícil apontar referências concretas, existem diversas obras ou momentos de cultura pop que me marcaram muito mas que apesar de tudo são recentes ( sou um filho do final da década de 90 início de 2000's por isso...).
Em termos de cinema posso dizer que um dos filmes que mais me marcou foi o Matrix. Nunca tinha visto nada assim e mostrou-me como se pode contar um fabuloso filme de acção mas sem tomar o espectador como um idiota chapado. A mistura de estilos e influências fez-me procurar saber mais sobre os mais diversos tópicos, desde cinema sci-fi a cultura nipónica. Ainda em cinema posso dizer que sou fã acérrimo dos filmes de Quentin Tarantino, Christopher Nolan, David Fincher e Clint Eastwood.

Em termos musicais sou alguém que ouve de tudo um pouco mas tenho um grande amor por música electrónica. Acho fabuloso como se pode construir melodias e batidas hipnotizantes através de algo tão artificial como os suportes digitais. Adoro bandas como The Prodigy, Daft Punk, The Chemical Brothers, MSTRKRFT, Justice e por aí. No entanto também sou consumidor massivo da onda de rock britânico que surgiu nesta década, bandas como Franz Ferdinand (Maióres da sua aldeia!!!), Bloc Party, Artic Monkeys, etc, e que já me fizeram procurar bandas de outras épocas para perceber as suas influências, como por exemplo Joy Division, Duran Duran, The Smiths, etc. Sou uma pessoa eclética nesse aspecto, tanto posso começar o dia com Nirvana como acabá-lo a ouvir Deolinda.

Em termos de literatura a grande influência para mim foi a obra de Tolkien, o Senhor dos Anéis, que li aos 14 anos. Gosto bastante de literatura fantástica mas dou por mim com cada vez menos tempo para ler algo que não tenha a ver com banda desenhada ou arquitectura, devido a motivos de trabalho.

No entanto um influência fulcral na minha vida são sem dúvida os meus pais, que sempre me suportaram e acreditaram em mim e ensinaram que só com trabalho se atinge resultados na vida. Daí serem de certeza os melhores ídolos que poderia ter.

Lex Luthor do Carlos

J.: Agradecemos imenso a tua disponibilidade em nos responderes. Aqui continuaremos a acompanhar o teu trabalho. Mas uma última coisa...
Ouvimos um rumor que o nosso blog mudou drasticamente a tua forma de te situar neste Universo. Que tens a dizer sobre isto? (E lembra-te que temos uma arma apontada à tua cabeça)

C.: Abanou o meu Mundo completamente!!!
É fabuloso o que se consegue fazer com uma sala trancada à chave com dois chimpanzés, dois portáteis com wireless, alguma comida e um stack semanal de comicbooks lá dentro. A ciência é uma coisa fabulosa!

(uma bala é disparada e acabaram-se logo as piadolas)

Etiquetas:

saí­do da mente de Jorge às 11:36 a.m.
link do post | 2 comentários | voltar ao topo
quarta-feira, março 04, 2009
Jorge (J.):E.....................ESTAMOS NO AR!!! Mais uma edição em directo do Outro Lado dos Comics.

Luís (L.): Boas tardes, senhores ouvintes... Perdão, leitores. Vamos fazer isto por IM, é? Ideia interessante... Qual é o tema?

J.: A nossa produção de comics. Estamos a frequentar uma workshop de banda desenhada (BD) na Kinpin Books, a contactar com outros criadores e se calhar já temos algumas ideias para partilhar sobre o processo criativo

L.: Pessoalmente, eu não tenho! O workshop tem sido muito produtivo, pelo que me diz respeito mas por enquanto, ainda não alterou especialmente o meu processo criativo. O que tem produzido, no entanto, é forçar-me a olhar de maneira diferente para o processo criativo de BD. O processo em si é mais ou menos como eu o fazia (das poucas vezes que fiz), mas agora penso de maneira diferente, penso noutros aspectos da BD em si. Acho que entendo melhor como manipular as imagens para criar os efeitos que quero, por exemplo. Tenho uma melhor concepção de página, muito à força de exercícios que levaram ao limite as minhas capacidades artísticas. É nesses aspectos que o workshop tem sido valioso mas ainda não mudou muito a maneira como crio histórias. E claro, o contacto com os outros tem sido excelente.


J.:Eu gosto muito das conversas entre apreciadores de BD. A forma de montar as histórias mudou, pelo menos na minha cabeça (e papel, depois dizem-me). Começo a gostar da ideia de planificar páginas, estudar os balões de texto, utilizar os planos para reforçar a ideia que estou a narrar e também estou a olhar para cada comic de uma forma diferente. Além das Workshops, ler o “Understanding Comics” foi uma óptima experiência e actualmente ando a estudar Eisner.

L.: Eu estou a ler o “Understanding Comics” no momento, e concordo, o livro é excelente, e acima de tudo, útil. Imagino-me a tê-lo à mão na minha secretária por muitos anos, como referência pronta... Ou teria, se o livro não fosse teu. mas pronto.

J.: HEHE... Houve um pormenor importante antes eu escrevia uma história para contar por imagens, agora escrevo BD.

L.: Pois, é uma diferença subtil, mas importante. Concordo, isso também se alterou um bocadinho em mim. Antigamente, eu era mais de pensar "agora vou fazer uma BD", e depois inventava qualquer coisa para encaixar no formato. E sinto que no momento, prefiro ter primeiro uma ideia para uma história, e depois pensar bem se tem os elementos certos para ser uma BD. e se não tiver, fá-la-ei noutro meio qualquer, felizmente não me faltam opções. Tenho uma melhor consciência do que posso ou não fazer em BD, parece-me. Do que posso EU fazer em BD, atenção. Outros autores saberão fazer mais, e terão mais capacidade para experimentar. Eu estou no início, e considero que nesta fase, sendo importante saber os meus limites, ainda tenho que aprender a mover-me em pleno dentro deles, antes de os tentar ultrapassar.

J.: Eu ando a explorar algumas coisas. Sim, mesmo a desenhar. Não sou de intrigas mas a culpa é do Mário (da Kingpin Books)

L.: Por falar nele, mando-lhe aqui um abraço. Não imagino se ele tem experiencia prévia ou não como formador, mas está a fazer um trabalho excelente. O homem sabe o que faz, e do que fala.

J.: GRAXISTA (mas sim é verdade!) :)Já agora vou informar os leitores que o Luís tem melhorado o seu comportamento durante as aulas

L.: Ainda nem os tinhas informado de que eu me andava a portar mal, mas ok. Ofacto é que as minhas constantes questões e tangentes sobre BD e a respectiva escrita estavam a fazer mal à aula. Felizmente, ou não, o Mário descobriu que a maneira de me calar é mandar-me desenhar. Coisa que eu odeio tanto, que em vez de conversar sobre o assunto, fico a resmungar em voz baixa. o que dispersa menos os outros.

J: Boa técnica, vais passar a desenhar para o outro lado dos comics

L.: O caraças!

J.: Fica a nota que ando com vontade de fazer um webcomic semanal, talvez no final de 2009.

L.: Adorava ver isso, por acaso.

J.: Depois de abandonar o projecto “Palavras Contadas”, em Julho, vou começar a organizar esse webcomic.

L.: Vais usar os cinzentos?

J.: Não, vai ser tudo já pensado para ser publicado na internet. “Os cinzentos é uma BD que projectei para papel.

L.: Vês? Isto é o inconveniente de fazer isto via IM. Um gajo esquece-se de que está a falar para uma coluna, e ás vezes passa a conversa normal. Enfim.... Qualquer dos casos, fica aqui a tua promessa aos nossos leitores. Agora não podes fugir disso.

J.: vou cumprir :) (se continuar vivo)

L.: Blackest Night.

J.: LoL

L.: Opps, desculpa, por um momento pensei que era o Dan Didio.

J.: Avisamos já, para nos comprometermos, que temos duas entrevistas pendentes vindas do nosso workshop: o Mário e o Filipe. Fiquem atentos!!!!!!! E por mim ficávamos por aqui

L.: Por mim também. Como raio é que nunca nos tínhamos lembrado de fazer isto assim?

J.: Xau pessoal! Leiam muitos comics!

(o desenho que o Luís fez demonstra mais um gajo claramente a imitar o Jim Lee)

Etiquetas:

saí­do da mente de Jorge às 9:51 a.m.
link do post | 1 comentários | voltar ao topo
sábado, novembro 29, 2008
Luís: Por muito que gostemos de super-heróis, o facto é que muitos deles têm origens perfeitamente ridículas. Em alguns casos, é parte do charme. Noutros... Nem por isso.

Mesmo os X-Men, que deviam ter a origem mais simples de todas ("nasceram assim e pronto"), acabam por ser os que têm as histórias mais parvas e desnecessariamente complicadas.

O exemplo mais cabal disso é o Cable. Ok, o pressuposto é relativamente simples. Mercenário/soldado do futuro. Pronto, está feito. Mas se formos a ver detalhadamente, ele é filho do cyclops e da madelyne pryor, que era um clone da jean grey, e que foi contaminado em bebé por um virus tecno-orgânico que não tinha cura e por isso os pais enviaram-no para o futuro entregando-o a uma versão alternativa da meia irmã dele que nunca chegou a nascer, futuro onde ele foi criado por um casal que era secretamente o Cyclops e a Jean Grey em corpos diferentes, e de onde ele eventualmente fugiu já adulto para o presente, para evitar que certos eventos acontecessem, mas foi seguido por um clone maligno dele próprio.
Simples, não é? Podia ser pior. Podia ser o Nate Grey. Que é a mesma coisa, mas de uma realidade alternativa... Consegues encontrar pior que isto, Jorge?

Jorge: Epá é complicado, deixa lá pensar... Que tal o Kaine? Clone falhado do Homem-Aranha que sofre de degeneração celular, passou parte da sua vida a infernizar o Ben Reilly pois pensava que ele era o original. Pior que isso, a doença dele faz com que tenha poderes "mais intensos" que o homem-aranha (epá faz sentido, está a morrer fica mais forte... hum talvez não), consegue ver o futuro, deixar queimaduras vítimas, enfim---.

Vendo bem não vence o Cable.

E um tipo que vê os pais a serem mortos e depois veste-se de morcego em adulto? Ou um gajo que foi mordido por uma aranha radioactiva e fica com poderes de aranha?
Sempre não é a história de um gajo que tem poderes graças a uma peça de bijuteria...

Luís: Primeiro, a origem do Batman não é tão ridicula como isso, se considerares a Entidade Batman como manifestação de uma psique presa nos 8 anos de idade. A do Homem-Aranha, ok, tem o seu quê de ridículo, mas se queres ir pela Marvel dessa altura, há piores.

Ocorre-me um cientista que teve uma bomba a rebentar mesmo ao lado dele, e que em vez de o matar transformou-o num monstro cinzento durante a noite. Mas pronto, isso são histórias mais fantasiosas. Há algumas que tentam ser mais realistas, e falham redondamente.

Por exemplo, a do Jason Todd. O Batman conheceu o rapaz que se tornou o segundo Robin quando ele LHE ROUBOU OS PNEUS DO BATMOBILE! E como o rapaz mostrou que se sabia desenrascar e sobreviver nas ruas, e tal, o Batman achou que ele dava um bom Robin. Hã????? Não admira que ele tenha sido um Robin tão mau, que os leitores tenham votado para que ele morresse.

Claro que recentemente ele foi ressuscitado porque uma versão alternativa do Superboy desatou a DAR MURROS NO TEMPO! Mas isso já não faz parte da origem, portanto não vamos por aí.
Mais origens parvas. É a tua vez.


Jorge:
Epá, "Batman como manifestação de uma psique presa nos 8 anos de idade" não não faz sentido. :P

Luís: Claro que faz! Qual é a coisa mais assustadora para um miúdo de 8 anos? Provavelmente um monstro, certo? E tendo o miúdo em questão medo de morcegos, ele tomou a decisão de se tornar um morcego. Atenção: a decisão de se tornar um morcego foi tomada só em adulto, mas para já, no fundo o problema do Bruce Wayne é que não consegue ultrapassar os traumas de infância, e depois, ele decidiu que iria aterrorizar os criminosos ainda em puto, como tal a sugestão subconsciente ficou lá implantada.
Não sei a expressão em português, mas o Batman é uma vitima de arrested development extremíssimo. Curiosamente, isto torna o pólo psicológico oposto dele, não o Superman, mas o Capitão Marvel (Shazam). Bom, mas isto não tem nada a ver com nada, continua lá...

Jorge: Lê o que escreveste, isso tem alguma representação na realidade? Eu tinha medo do escuro em pequeno, vou ser o Escuridão. Hehe esse é o tipo de absurdo nas origens dos super-heróis. Que adulto se vestia de morcego, com cuecas fora do fato, porque em pequeno tinha medo de morcegos? Quando falei deste tema, achei que ía dar muita conversa porque as origens são em grande parte um atentado à razão.

Luís: Bom, há o Obsidian...
Não tem representação na realidade, claro que não. E ok, não há justificação para as cuecas de fora do fato. Mas no contexto de histórias de super-heróis, parece-me das mais aceitáveis.

Jorge: E um fato extraterrestre que se junta a um jornalista por ter sido rejeitado... Bem, não podemos mesmo ir pelas origens... hehe....Interessa é que depois tenham histórias bem contadas.


Peço desculpa pelo atraso na publicação deste BlaBlaBla, obrigações profissionais e problemas informáticos não ajudam. Abraço. Jorge

Etiquetas:

saí­do da mente de Jorge às 10:27 a.m.
link do post | 2 comentários | voltar ao topo
quarta-feira, outubro 01, 2008
Uma crónica semanal assinada por dois tipos que gostam de comics

Jorge: Esta é uma semana em que estou cheio de trabalho e a pressão dos prazos a cumprir está a ocupar um pouco a minha cabeça. Sempre que consegui algum tempo livre, andei a dar uma vista de olhos na minha colecção de comics. Em cada vez que o fiz, fiquei com uma vontade desgraçada de reler tudo. Voltar a encontrar frases e imagens que me marcaram. É das coisas que mais me orgulho em minha casa, a minha colecção de comics. Repara que quando falo de colecção não estou a dizer que ando à caça de edições especiais com capas raras, refiro-me a um conjunto de comics com que tenho crescido e pelos quais tenho uma grande afeição.

Confesso que sou daqueles tipos que gosta de ter os comics impecáveis e, principalmente, quando leio comics emprestados quase que viro a página com uma pinça. Detesto pessoal que vinca os comics para os ler e é por algumas más experiências que empresto pouco os meus comics (só a alguns escolhidos).

Julgo ter começado a ler Bd's da Walt Disney, grande viciado nas histórias do Tio Patinhas conheci os comics Marvel aos 6 anos e pouco depois experimentei a dc. A minha colecção tem trades de todo o género, como por exemplo "Sin City", "Bone", "Y-the Last Man", "Promethea", "Preacher", "Sandman", "the Escapists", "52", "Kraven's Last Hunt", "Moonshadow" entre muitos outros.

Espero no futuro aumentar a minha colecção.

Luís: Já somos dois. Quer dizer, eu estou em fase de rescaldo de um mês de trabalho infernal, mas agora na recta final é que os meus projectos paralelos se ressentem. Daí ter a coluna das minhas mini-criticas atrasada. E suspeito que esta edição do Blá Blá Blá vai ser mais curta do que é costume...
A minha colecção também é importantíssima para mim. Por acaso, não recorri a ela para descomprimir na fase complicada do meu trabalho, mas assim que essa fase começou a passar, a primeira coisa que fiz foi ir buscar material para reler, e metê-lo na pasta.
Eu não sou de ter vontade de reler tudo. Nem posso. Mesmo ainda tendo cerca de 1400 comics para vender (a preços especiais, caros leitores!!! É comprar, é comprar!!!), a colecção que me resta é grande demais para isso, a meu ver. Tenho umas boas centenas. A maior parte são singles, embora quisesse comprar em paperback ou hardcover todo o material que estou a vender em singles, mas como não o tenho vendido, não há orçamento para comprar a outra versão.
O que tenho vontade de ler frequentemente, no entanto, são sequências ou séries inteiras. Já reli várias vezes todo o Flash do Mark Waid, o Hulk do Peter David... Neste momento tenho o All-Star Superman para reler... Coisas assim.
Também sou do estilo de manter tudo como novo, por acaso. Como tu bem sabes, aliás. Acho que até vou mais longe do que tu. Sou daqueles que tem os comics todos em capas de plástico, com o cartãozinho para manter tudo direito.
Ás vezes acho-me parecido com o tipo do High Fidelity, mas com comics em vez de vinil.
Mas é curioso. Que é que nos liga tanto a isto? Não digo ao meio dos comics, à leitura. Eu pergunto é porquê esta nossa dedicação quase religiosa ao objecto em si, ao formato, esta mania de querer preservar os nossos comics como novos, quando provavelmente não temos esse cuidado com outras coisas de que gostamos quase tanto?
Mero coleccionismo? Tendência subconsciente de querer preservar recordações? Outra coisa qualquer?

Jorge: Gosto de ver as páginas bem tratadas para aqueles desenhos continuarem a estar no seu melhor, mas eu também sou assim com os livros que não são banda desenhada. A regra é: gosto de ter o material em ordem (será que isto vai soar bem). Qual é a piada de comprar algo para estragar, amachucar, sujar ou vincar? Mesmo assim não gosto nada disso de manter nos plásticos com os cartões, quando me emprestaste o 52 foi um inferno abrir cada um e voltar a colocar no saquinho (e consegui devolver-te tudo intacto até com o raio dos cartões :P).

Se parar para pensar com rigor, eu não sou um coleccionador de BD, sou sim um leitor de BD.

Paperback e Hardcovers são mais fáceis de manter organizadas na estante. :)

Eu tenho dificuldade em vender comics, normalmente o que faço é oferecer aqueles comics que já não têm espaço na minha colecção (e a minha também tem muitos comics e mesmo assim gostava de os reler todos). Ofereço a quem sei que vai apreciar e assim continuo a saber que os comics continuam a ser bem tratados (que bonito!).

Tenho curiosidade em saber como é o estado do material na Bedeteca de Lisboa, será que também usam os plásticos? Já lá foste? Eu fui uma vez, no final dos anos 90, mas não me lembro de nada. O que é curioso, aquilo devia ser uma Meca para mim e nunca mais me preocupei em lá voltar.

Luís: Sabes que eu NUNCA fui à bedeteca? Nem sei onde é! Temos que lá ir um dia destes. Mas duvido que tenham esses cuidados todos.
E não penses que o que vendo é de ânimo leve. Custa-me imenso desfazer-me de tudo aquilo, que me demorou tanto tempo para juntar, e me deu tanto prazer. Mas tenho mesmo que me desfazer deles, não tenho casa para isso. E entre dá-los a pessoal (já tenho dado alguns, ocasionalmente, mas pronto), e vendê-los para comprar os paperbacks correspondentes, a segunda hipótese parece-me melhor. Em teoria.
E já agora: mesmo os paperbacks e o hardcovers, eu tenho nas capas de plástico.
Também me considero, acima de tudo, um leitor de BD. Mas um leitor que colecciona.
Não sei, acho que em resposta à minha própria pergunta, quero manter tudo intacto porque me dá mais prazer ler tudo como se fosse novo. A experiência sensorial beneficia com isso. Já experimentei ler comics daqueles que o pessoal enrolou e meteu no bolso (juro que não percebo essa gente), e não foi agradável.
Ainda não perdi a esperança de ter uma autêntica biblioteca de comics. Uma sala só com estantes cheias de hardcovers e paperbacks, e armários com caixas de singles, e no canto, uma cadeira confortável, e um leitor de cds com musica relaxante.
Dispenso, no entanto, o roupão e o cachimbo que por alguma razão insistem em intrometer-se na minha fantasia...

Jorge: Abri o site da Bedeteca e vi o anúncio ao salão lisboa de bd de 2005 Não sei o que isto significa...
Já vi que além de frango e maratona de animação, a ver se em breve, vamos ter também a visita à bedeteca e a construção de uma bedeteca para putos que não conhecem bd.

Luís: Sim, mas vamos por partes. O frango afigura-se-me mais urgente...

Jorge: A esta hora o blogue podia chamar-se "O outro lado dos Frangos com batatinha frita"...

Luís: Poder podia, mas dava trabalho mudar o cabeçalho.

Jorge: LOL

(E realmente fomos almoçar... Não foi frango.)

Etiquetas:

saí­do da mente de Jorge às 10:34 a.m.
link do post | 6 comentários | voltar ao topo


Conteúdo © Copyright 2006 Jorge Amorim, R e (Phi)lipe. Todos os direitos reservados.
As imagens usadas são propriedade dos respectivos donos.
Icons por Kevin Potts.