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quinta-feira, setembro 23, 2010

Fiquei com vontade de voltar a ler Walking Dead (parei no número 50).

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saí­do da mente de Jorge Amorim às 12:04 da tarde
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quarta-feira, setembro 15, 2010
Encontrei isto no Facebook e pareceu-me interessante:

Caríssimos, este domingo estarei na Anipop a partir das 15h e estarei disponível para rever os vossos PORTFÓLIOS DE MANGA (ou outro género de BD, se for caso disso). Dirijam-se ao stand da KINGPIN BOOKS e procurem por mim (Mário Freitas). Já sabem, levem preferencialmente entre 10 a 15 páginas de arte. Fico à vossa espera ;)


Organizem os vossos portfólios e avancem.

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saí­do da mente de Jorge Amorim às 2:36 da tarde
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sexta-feira, setembro 10, 2010


Em 25 de Julho de 1965, como já o tinha feito em anos anteriores, Bob Dylan participou no Newport Folk Festival.

Como o nome indica, o festival dedicava-se principalmente à divulgação de artistas folk, com preferência por novos talentos. Ocasionalmente, alguns artistas já consagrados eram também convidados, e em 65 Dylan já se integrava nesse grupo.

Assim que Dylan pisou o palco, foi vaiado por quase todo o público.

Levava nas mãos uma guitarra eléctrica.

As suas canções, agora a soar mais a Rock’N’Roll que a Folk, foram apupadas com veemência, e após três músicas, Dylan e a banda abandonaram o palco.

A reacção repetiu-se noutros dos seus concertos desse verão. Mas foi diminuindo gradualmente.

Ainda em 1965, Dylan lançou o álbum Highway 61 Revisited. Gravado com instrumentos eléctricos, e influenciado por Rock’N’Roll.

A música pop nunca mais foi a mesma.

E em Tóquio, a mais de 10000km de Newport, Naoki Urasawa aprendia a desenhar.

Na altura apenas com 5 anos, o pequeno Urasawa passava a maior parte do tempo sozinho com a avó, e a sua diversão principal era copiar desenhos dos manga que lia para todos os pedaços de papel que encontrava à mão.

Dos manga que copiava, os seus favoritos eram os de Osamu Tezuka, que viria a ser um dos seus ídolos anos mais tarde.

Com o passar do tempo, os seus desenhos foram evoluindo, ao ponto de já impressionarem alguns adultos ainda na escola primária. O seu talento para a arte tornou-se gradualmente algo de natural para Urasawa, uma parte tão integrante de si que nem lhe ocorreu desenvolver o seu talento academicamente. Tanto que quando terminou a sua carreira académica, fê-lo com um curso de Economia, porque “achei melhor estudar algo que eu não faria se não tivesse que estudar”.

Entretanto, na sua adolescência, tomou contacto com dois artistas que viriam a mudar a sua vida.

Um deles foi Osamu Tesuka, o “pai do manga”. Urasawa já o conhecia bem, uma vez que toda a vida acompanhara o seu trabalho. No entanto, ao ler pela primeira vez a série Phoenix, esta marcou-o pela riqueza humana da história e pela complexidade dos personagens, de tal forma que Urasawa decidiu que aquele seria o tipo de histórias que, hipoteticamente, um dia gostaria de fazer.

O outro artista foi Bob Dylan. Não só porque as suas músicas agradaram a Urasawa, mas também pela sua determinação em seguir o seu próprio caminho, em desbravar o seu próprio percurso independentemente das contrariedades.

Apesar de tudo, Urasawa terminou o seu curso sem grande ideia do que faria com a sua vida. Queria seguir o seu próprio caminho, sim, mas não tinha certezas de que caminho seria.

Essa dúvida acabou por levá-lo, aos 22 anos de idade, a uma entrevista de emprego numa editora de manga. “Não me recordo qual era o emprego”, diria anos mais tarde, “mas não era para mangaka, disso tenho a certeza”.

No entanto, foi exactamente para isso que foi contratado. Fosse por que motivo fosse, o certo é que os representantes da editora viram o seu talento, e após um ou outro trabalho esporádico, presumivelmente como teste (e curiosamente, já desenhados com a mesma caneta que o acompanharia por toda a carreira), deram a Urasawa a oportunidade de criar uma série própria. A série em questão acabou por ser Yawara, um manga desportivo sobre uma rapariga judoka. Foi aqui que começou a parceria com o seu editor e parceiro criativo durante muitos anos, Takashi Nagasaki. A relação criativa entre os dois tornou-se tão estreita, que eventualmente o processo de “escrita” das histórias de Urasawa passou a começar sempre com uma sessão semanal de brainstorming com Nagasaki.



Urasawa tinha consciência da oportunidade que lhe estava a ser dada com Yawara, e estava determinado a aproveitá-la. Mas sabia que não poderia fazer as histórias que queria se não conseguisse antes algum êxito, por isso Yawara foi pensada para ser um sucesso comercial.

Inicialmente, conseguiu-o. Yawara ganhou público suficiente para tornar Naoki Urasawa um nome conhecido, algo para que também contribuiu o seu trabalho apenas na arte de Pineapple Army, série escrita por Kasuya Kudou (a que se seguiu Master Keaton, em parceria com Hokusei Katsushika).

No entanto, nem tudo correu como planeado. Eventualmente, o próprio Urasawa começou a sentir-se limitado, pela série e por si mesmo. Pela série porque não lhe dava a oportunidade de abortar os temas e histórias que queria, e por ele mesmo porque começava a notar limitações nas suas capacidades artísticas. Talvez em consequência disto, os leitores começaram a abandonar Yawara gradualmente.

Quando Yawara finalmente terminou em 1993, Urasawa duvidava das possibilidades da sua carreira como mangaka. Mesmo quando lhe foi oferecida a oportunidade de criar uma nova série (o que o fez pensar finalmente em ter oportunidade de criar uma história com a densidade que desejava), foi-lhe pedido que voltasse a fazer um manga desportivo, um género que continuava a considerar algo limitativo.

Ainda assim, Urasawa esforçou-se por não esmorecer. Como em várias ocasiões da sua vida, inspirou-se no exemplo de Bob Dylan para encontrar o seu caminho. Aceitou fazer o manga desportivo, a que daria o nome de Happy (sobre uma rapariga tenista), mas decidiu fazê-lo à sua maneira. Apesar da temática de Happy ser ostensivamente o ténis, Urasawa usou a história para desenvolver o tipo de personagens complexos de que gostava, bem como para tentar ultrapassar as suas limitações como artista. E gradualmente, à medida que ia ficando mais satisfeito com o seu trabalho, o público foi voltando.



Em 1994, quando terminou Master Keaton, Urasawa criou finalmente uma série exactamente como queria. Essa série foi Monster, e foi a sua consagração como mestre do manga.

Monster conta a história de um médico que sacrifica a sua carreira para salvar uma criança sua paciente, apenas para descobrir anos mais tarde que a criança que salvou é um assassino em série. Quando o médico é acusado dos crimes cometidos, decide abandonar tudo, encontrar ele próprio o assassino, e matá-lo.



Era uma história à medida das ambições de Urasawa. Os personagens eram multifacetados, ninguém era exclusivamente “bom” ou “mau”, e escolhas morais complexas eram constantes ao longo de toda a narrativa. Em termos artísticos, foi aqui que Urasawa finalmente encontrou a sua forma muito pessoal de contar histórias, construindo a narrativa à volta das reacções de momento dos seus personagens, não dependendo de momentos de grande acção. Pelo contrário, a sua predilecção por deixar a história correr a um ritmo lento e naturalista, entrecortada por momentos mais movimentados mas curtos (para além de uma tendência para ser pouco explícito em termos de sexo ou violência, preferindo apenas sugerir em vez de mostrar), valeu-lhe o título de mestre do suspense.

As suas páginas, sempre construídas de forma sóbria, são criadas à volta das expressões e diálogos dos personagens. Consequentemente, a grande maioria das vinhetas de Urasawa são grandes planos dos personagens. Não é invulgar que um momento suficientemente dramático para ocupar meia página ou mais, seja apenas uma expressão facial e/ou uma fala de um personagem.



A sua voz e interesses pessoais continuaram a desenvolver-se mais ainda nas suas histórias. Em 1999, com o final de Happy, Urasawa criou 20th Century Boys, uma história igualmente complexa, para a qual pôde ir beber inspiração ao seu interesse pela música de artistas como John Lennon e (claro) Bob Dylan, ou mesmo os T.Rex, cuja música mais conhecida deu título à série. Mais uma vez, a série nova foi um êxito.



No entanto, apesar de ser um projecto bastante pessoal, Urasawa viu-se forçado a interromper a série quando a história se aproximava do final.

Anos a fio a desenhar 10 a 12 horas por dia, 6 ou 7 dias por semana, mostraram finalmente o seu custo, causando várias deformações no corpo de Urasawa, que já não conseguia desenhar sem dores imensas. Foi forçado a parar, para frustração sua e dos seus fãs.

Chegou a temer ter que desistir da sua ocupação, mas isso acabou por não ser necessário. Após seis meses de pausa e fisioterapia, Urasawa voltou ao trabalho, continuando a história que interrompera, agora com o nome de 21th Century Boys.

Entretanto, Monster chegou ao fim, e apesar de querer abrandar, Urasawa decidiu mesmo assim arriscar um projecto que o fascinava tanto quanto o assustava: um remake da história “O Robot Mais Forte Do Mundo”, um capítulo da história de Astroboy (do seu ídolo Osamu Tesuka) que o marcara especialmente. Apesar de a história o fascinar, e ser rica o suficiente para ter ficado consigo desde a sua infância, refazer o trabalho do seu maior ídolo era uma responsabilidade que não encarava de ânimo leve.



Mas como todos os seus trabalhos recentes, a série a que deu o nome de Pluto foi um êxito com o público e a crítica, tendo sido aclamado por muitos como o seu melhor trabalho até à data, algo que Urasawa atribui mais à história original de Tesuka do que ao seu próprio esforço.

Ao terminar Pluto, Naoki Urasawa contava já com mais de 100 milhões de exemplares do seu trabalho vendidos.



Em 2008, arriscou pela primeira vez mudar de editora, e lançou Billy Bat, trabalho que começou por parecer uma espécie de noir feito pela Disney, mas que depressa se revelou ser mais uma das suas histórias complexas, contando a história de um mangaka no Japão do pós-guerra, com Billy Bat como protagonista do trabalho desse mesmo personagem.

Mais uma vez, Urasawa usava a sua voz artística para explorar os temas que lhe interessam. E mantendo-se fiel a si mesmo, encontrou novamente o êxito.
saí­do da mente de Luís F. Alves às 12:37 da tarde
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quinta-feira, setembro 09, 2010
Nova crónica no CBR NEWS, escrita pelo Jason Aaron (Wolverine, Scalped).
Experimentem! Basta clicar AQUI.

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saí­do da mente de Jorge Amorim às 10:12 da manhã
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terça-feira, setembro 07, 2010



Mário Freitas é das pessoas que conheço que tem demonstrado mais interesse em desenvolver a BD em Portugal. Alguns de vocês já o conhecem da Kingpin Books, já nos habituou que não é o homem das palmadinhas nas costas, nem a si próprio as dá. Quando soube que ele estava a trabalhar numa reedição do C.A.O.S., decidi fazer-lhe umas perguntas. Desde já agradeço a disponibilidade que demonstrou.

Porquê uma nova edição do C.A.O.S.?

- Já há muito que havia esta ideia de fazer a compilação dos três números originais que compunham o primeiro C.A.O.S. (e digo primeiro, porque há entretanto um novo em curso). Aliás, cheguei mesmo a prever isso para finais de 2008, mas optei na altura por um reedição melhorada do nº1, dado que sobravam ainda suficientes exemplares do 2 e do 3 que permitiam a venda continuada da série. Passados dois anos, o 2 está esgotado e sobram apenas quantidades residuais do 1 e do 3, pelo que chegou o momento da tal compilação. Como tenho este vício terrível de aprimorar continuamente as edições, achei que uma simples reedição não chegava e deitei mãos a uma espécie de “editor’s cut”, sempre, claro, com o acompanhamento e concordância do Fernando (Dordio, argumentista da série), com quem fui debatendo todas as alterações a acrescentos. Três anos depois do fim da publicação do C.A.O.S., a evolução das edições da Kingpin Books permitirá agora um livro mais “clean”, mais elegante, mais coeso, em resumo, melhor.

Quais as grandes diferenças da primeira versão?

- A primeira grande diferença está na cor, claramente. A partir das cores originais, trabalhei exaustivamente as tonalidades de cada página de forma a tornar a arte mais límpida e perceptível. Optei também por páginas mono ou duocromáticas, cuja cor predominante reflita o ambiente ou o ritmo de cada cena. Temos desde sépias, nas cenas passadas em 1981, até azuis frios para as cenas de Moscovo ou vermelhos intensos para as cenas de maior violência e intensidade. Essa mudança da cor foi acompanhada por vários ajustes no layout e composição das páginas, reforçando a tal claridade e elegância acrescidas a que me propus. Depois, foram acrescentadas mais cinco páginas novas que o Filipe (Teixeira, artista do C.A.O.S.) desenhou e que ajudaram e melhorar o ritmo e o impacto visual de algumas cenas. Fez-se também uma revisão de todos os diálogos, alterando-se o necessário e eliminando-se o que foi considerado supérfluo ou redundante. A própria legendagem foi toda melhorada, com quase todos os balões redesenhados de raiz e a fonte usada igualmente aprimorada. O próprio formato foi redimensionado, tornando o livro mais “pulpish”, à falta de melhor designação.

Como Editor, o que mudou na sua forma de ver a história?

- Vou bater na mesma tecla outra vez: não mudou; evoluiu. Quatro anos de experiência como editor e autor de BD dão obviamente uma experiência e sensibilidade acrescidas, sobretudo depois de se ter oportunidade de olhar para as coisas com o distanciamento que só o tempo confere. A pressão imediatamente anterior ao lançamento de um livro nem sempre permite o descernimento ideal e acabamos, por vezes, por deixar passar coisas que depois nos parecem óbvias. Isto é daquelas coisas que, lá está, a experiência tem ajudado e muito a ultrapassar, mas o C.A.O.S. e o Pig foram sendo os balões de ensaio que nos permitem hoje continuar a dar saltos qualitativos visíveis nas novas edições. O dia em que achasse que já não encontrava nada para melhorar nas edições seria o dia em que arrumaria as botas, porque seria sinal que tinha parado de evoluir, que tinha estagnado e me tornado em mais um anacronismo ambulante da BD portuguesa. Enquanto isso não sucede, cá ando, semeando o caos, porcos, moscas e a felicidade. Por falar em C.A.O.S…. Tem a certeza que já leu AGENTES DO C.A.O.S.: A CONSPIRAÇÃO IVANOV?

Nota: Mário Freitas cedeu algumas imagens para vermos as diferenças (lado esquerdo versão publicada originalmente, lado direito versão reeditada). Coloquei aqui duas, em breve mostro as restantes.


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saí­do da mente de Jorge Amorim às 3:34 da tarde
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sexta-feira, setembro 03, 2010

(estou a reciclar um texto que escrevi há um ano, no âmbito da workshop da Kingpin Books mas nunca tinha publicado)

Era uma vez um cérebro movido a vapor que contava histórias para todas as Idades, bastava colocar uma moeda e ele contava uma história completa. Mesmo os mais pobres tinham acesso às suas narrações fantásticas. A placa de bronze debaixo desta grande invenção do Século XXI dizia "Este é o cérebro de Warren Ellis". Foi para desvendar o mistério deste nome que reuni os dados apresentados neste documento.

Ellis no Século XX e no início do Século XXI

Warren Ellis é um escritor inglês com trabalho feito em diversas áreas (banda desenhada, televisão, romances). Nasceu a 16 de Fevereiro de 1968, em Essex (Reino Unido).Antes de se assumir como escritor, desempenhou diversos outros trabalhos. Começou a sua carreira, como argumentista de BD, aos 21 anos (de acordo com a Wikipedia, essa fonte segura).




No ano de 1990, Ellis começa a sua carreira como escritor na revista "Deadline" com um conto em seis páginas. Pela mesmo altura apresentou pequenos trabalhos e o seu primeiro trabalho com periodicidade é considerado "Lazarus Churchyard". Passados 4 anos ocorreu a primeira colaboração com a Marvel Comics, em "Hellstorm: Prince of Lies" e "Doom 2099". Dos trabalhos iniciais na Marvel é conhecida a sua participação na série "Excalibur". Também escreveu "Worldengine" uma história do Thor em quatro partes.

Depois disso trabalhou para a DC Comics, Caliber Comics e para a Wildstorm (Image). Entre outros títulos escreveu Stormwatch, onde parece que começou a desenvolver a sua "voz" de escritor com o seu desenvolvimento de personagens

Transmetropolitan, uma das suas obras de referência, surgiu em 1997 ainda com o símbolo da Helix, mais tarde passou para a linha Vertigo. Durou 60 números (mais especiais) e até hoje é o seu trabalho de maior duração (terminou em 2002).

Em 1999, publica uma série na Wildstorm ilustrada por John Cassaday, com o nome "Planetary". Tem uma curta passagem na série da DC/Vertigo "Hellblazer", sai da série quando uma das suas histórias não é publicada. Mais ao menos para esta altura regressa à Marvel à frente do "Counter X" (inserido num evento de nome "Revolution". O objectivo era revitalizar aqueles título spin-off dos X-men mas não foi bem sucedido, o autor fica afastado dos comics de super-heróis por uns tempos.

Um dos seus trabalhos relevantes no ano de 2003 é "Global Frequency", uma série de 12 números para a Wildstorm. No ano seguinte, Ellis insiste em voltar ao mercado mainstream com Ultimate Fantastic Four e Iron Man

O seu nome espalha-se em diversos títulos, escreve argumentos para Jack Cross (DC), Nextwave, Thunderbolts, Ultimate Galactus trilogy e New Universe (Marvel Comics). Desenvolve outros projectos fora do universo dos super-heróis para diversas editoras, como Fell (Image), Desolation Jones (Wildstorm) e Black Gas (Avatar Comics).

Contamos que em Novembro (de 2009) vai ser publicado o Panetary #27 para finalmente podermos concluir esta série. Actualmente, produz diversos trabalhos na Avatar e está a assinar os argumentos de algumas animações da Marvel. Escreve regularmente no seu site e no twitter
"Este é o meu segundo texto para este site, e é o segundo em que falo do Warren Ellis. Há boas razões para isso. Para já, ele é um dos melhores escritores de banda desenhada a trabalhar actualmente.Depois, é também um dos mais versáteis." (Luís Alves, "O outro lado dos comics", 2006).
Pelo que li, tenho de concordar com o que o Luís afirmou. Parece-me um homem com imaginação e que a sabe passar para o papel.

Vamos lá ver como o tipo trabalha

Os assuntos que mais encontrei nos seus trabalhos ligam-se a correntes como transumanismo, tecnologia, ambiente steampunk e personagens com personalidade forte (e com hábito de fumar).

Planetary e Fell são os os trabalhos que mais gostei dele (talvez por ainda não ter agarrado no Transmetropolitan).

Planetary acompanha um grupo de "arqueólogos do impossivel" na sua procura pela história secreta do mundo, passa-se no mesmo universo de Authority e é uma monta-russa de boas ideias. "The idea of the series is to create a concise world in which archetypes of superheroes, pulp fiction heroes, science fiction heroes, and characters from just about every possible mass media format, live in one large universe while the Planetary team investigates them and ties together the ends. " A colaboração entre Ellis e Cassaday funciona muito bem, arte e texto funcionam em harmonia.


O que posso dizer sobre Fell? Fell = comic de 24 páginas, 16 páginas coloridas com bd e um conjunto de extras (partes do guião, material de pesquisa e outros extras). Cada número é uma história completa, o autor comentou (no site Newsarama, algures em 2005), que também escreve para pessoas que querem poder ir a uma loja e com pouco dinheiro ler uma história completa. A história centra-se em Richard Fell um homem que misteriosamente foi transferido para o caos urbano que é Snowtown. Estamos perante uma zona sem governação ou ordem de qualquer género (em artigos de sociologia, estes núcleos urbanos são referenciados como "Feral Cities", onde a criminalidade parece ser impune, as pessoas entregam-se a vicios e perversões e as sombras ganham nova vida_).

"In a feral city social services are all but nonexistent, and the vast majority of the city's occupants have no access to even the most basic health or security assistance. There is no social safety net. Human security is for the most part a matter of individual initiative. Yet a feral city does not descend into complete, random chaos. Some elements, be they criminals, armed resistance groups, clans, tribes, or neighborhood associations, exert various degrees of control over portions of the city. Intercity, city-state, and even international commercial transactions occur, but corruption, avarice, and violence are their hallmarks. A feral city experiences massive levels of disease and creates enough pollution to qualify as an international environmental disaster zone. Most feral cities would suffer from massive urban hypertrophy, covering vast expanses of land. The city's structures range from once-great buildings symbolic of state power to the meanest shantytowns and slums. Yet even under these conditions, these cities continue to grow, and the majority of occupants do not voluntarily leave." (Richard Norton, 2003, "Feral cities - The New Strategic Environment")

E as histórias lá se vão construindo à medida que o detective Fell vai tratando dos casos que tem em mãos... Não nos podemos é esquecer que há sempre uma freira com a cara do Richard Nixxon a observar tudo.

"Rich Fell, a smart, easy-going guy fascinated by psychology and tells, is thrown in at the deep end. The place and the people make no sense to him. The only time he has a handle on things is when he's working, applying the one thing he knows to be true wherever he is: everybody's hiding something." (Warren Ellis)

A arte é simples, joga muito com cores e efeitos. Funciona muito bem com o texto. Se quiserem conhecer melhor a arte de Ben Templesmith visitem o site dele http://www.templesmith.com/faze3/

"He was perfect for the sort of thing I wanted to attempt: something accessible, with clear storytelling, but full of the visual experimentation found in the envelope-pushing comics of the 80s, when people like Bill Sienkiewicz and Jon J Muth were on stage. With Ben, I know that if I want to cut out three panels of exposition and just stick a bit of map down with routes and placenames scrawled on it, I know Ben is there. I know that if I need a one-panel flashback of Fell as a kid looking up at his dad, Ben will execute that child's perception. His work is a perfect mix of Sienkiewicz/Storey American experimentation, manga cartooning and European perspective. It's a unique-looking book, and writing for someone like Ben is like having eight different artists -- there's nothing I can write that won't be illustrated eight times as well as I imagined." (Warren Ellis)


Volto a referenciar as palavras do Luís Alves:

"O resultado de tudo isto é uma experiência que, na minha opinião, é simplesmente única. FELL é, neste momento, o comic a ler por quem se interessa pela mecânica e arte dos comics, e acima de tudo, por quem gosta de histórias policiais curtas, densas, inteligentes, absorventes, e claro, baratas."

No trabalho feito na Marvel destaco a carta branca que lhe deram para depravar o mundo dos super-heróis. "Nextwave" é uma obra Ellis e Immonen, uma história que brinca com o Universo de super-heróis e usa explosões e porrada para contar histórias. Diálogos e situações engraçadas, uma arte que narra bem a história e palavras bem associadas. Li apenas os dois primeiros números.

"NEXTWAVE is not about Character Arcs and Learning and Morals and Hugs. It is about cramming an insane movie into 44 pages at a time. It is about the mad things underpinning Marvel Comics, and it is about special effects out of Asian cinema and absurd levels of destruction and a skewed sense of humour and Spectacle and things blowing up and people getting kicked. It is most especially about THINGS BLOWING UP and PEOPLE GETTING KICKED.
It is about humanoid Clone Things made out of engine oil and broccoli being smacked to death by a woman with a guitar. NEXTWAVE. Healing America by beating people up."
(Warren Ellis, no "Director's Cut" do número 1)

O especialista do Ellis do nosso blog já o disse antes:

"Warren Ellis, o escritor desta série, detesta super-heróis. Odeia-os. Despreza-os. Quando, por exigências profissionais, os tem que escrever, arranja sempre maneira de subverter o género, e usar os super-heróis como pretexto para escrever outro tipo de história qualquer. E normalmente, sai-se muito bem. Mas a Marvel contratou-o como escritor exclusivo, e deu-lhe rédea solta." (Luís Alves, No Outro Lado dos Comics)

Em termos de estrutura de guião, Ellis deu bastante espaço de manobra ao Immonen (pela leitura do script para o número 1). Uma frase a descrever cada vinheta e funcionou. Mas será que funciona sempre?

Ellis, em entrevistas, já referiu que adapta os seus argumentos a quem vai desenhar, coloco as minhas dúvidas em relação a isto. Podemos dizer que não é um perfeccionista como o Moore ou o Gaiman, os seus argumentos não são super-detalhados, dá espaço aos artistas. Quando eles são bons temos óptimos resultados, basta ver as suas óptimas colaborações com Cassaday, Templesmith, Immonen ou Hitch.

Acho que as suas histórias de super-heróis mainstream nunca funcionam a 100%, mas os seus trabalhos fora desta temática são originais e variados.

É um autor que divulga os seus trabalhos, através de diversas plataformas por essa internet fora. Participa em redes sociais onde mantém contacto com os seus leitores e divulga pormenores do processo da arte de fazer banda desenhada

Mais "um sacana que me vai fazer gastar dinheiro", é o novo estatuto do Warren Ellis na minha mente. E culpo o Luís por isto...

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saí­do da mente de Jorge Amorim às 2:33 da tarde
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