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quarta-feira, setembro 10, 2008
BLÁ BLÁ BLÁ: Dois fãs de comics continuam a falar do que lhes dá na cabeça. Desde que tenha a ver com comics, claro.
Esta semana: Vamos lá trocar umas palavras sobre as animações de personagens de comics que andam por essas televisões fora.


Jorge: Em termos de animação, as personagens de comics têm tido um bom tratamento. Não sei se terão grandes audiências. Da minha parte tenho acompanhado este tipo de animação a "meio-gás". Emprestaste-me a primeira série do Batman - Animated Series e tenho que dizer que gosto muito do que ando a ver (calma, eu sei que já devia ter visto tudo mas...). E os filmes que a Marvel tem lançado directamente em DVDs têm bom aspecto, destes só vi o Ultimate Avengers e achei que tinha o espírito da série "Ultimates" (do Mark Millar). Há uma série do Hellboy em exibição (nunca vi), vem aí uma nova "Wolverine and the X-Men".
Sei que são conteúdos elaborados para um público-alvo mais juvenil, mas parece que estamos perante material de boa qualidade, com personagens carismáticas de comics e muitas vezes com mais respeito pela obra original do que os filmes.
O que é tens acompanhado neste campo?



Luís: O Hellboy é série, ou são direct-to-video?
Sabes que mais? Não gostei muito do Ultimate Avengers. Quis ser um misto entre os Ultimates e os Avengers, e a meu ver não foi carne nem peixe. E eu não gosto de alface.
Confesso que ultimamente não tenho visto muita coisa. Tenho aqui quatro DVD para ver, nomeadamente o Superman: Doomsday, o Batman: Gotham Nights, o Invincible Iron Man, e o Doctor Strange. Não sei porquê, ainda não vi nenhum. E os da DC entusiasmam-me mais, por acaso. É certo que eu tenho mais tendência para a DC, qualquer dos casos. Mas acho sinceramente que eles, em termos de animações, têm animações mais cuidadas. O Batman - The Animated Series é um marco de excelência para a animação mundial, e dá-me a sensação que eles fazem por manter a fasquia próxima. Ou isso, ou advém de trabalharem com o mesmo pessoal. E chamarem frequentemente os argumentistas dos comics também ajuda.
Isto dito, é realmente culpa minha não acompanhar mais as coisas da Marvel, não tenho nenhum motivo para isso. Lembro-me de uma série dos X-Men nos anos 90 que não era má. Mas talvez sejam as minhas memórias a enganar-me.



Jorge: Não faço a menor ideia de pormenores sobre a animação do Hellboy, mas agora fiquei com vontade de ver.
Eu gostei do Ultimate Avengers, acho que não foi nenhum misto além do nome (e mesmo isso faz sentido). Repara o nome "Ultimates" é mau para ser estar num direct-to-video, a maioria não sabe o que se trata, se colocassem Avengers estavam a enganar porque aquilo é claramente Ultimates, a opção Ultimate Avengers parece-me a mais lógica.

Fico contente que tenhas esses DVDs para ver, já sei a quem vou pedir emprestado. Ou organizamos uma maratona desses filmes acompanhados por uns frangos assados e depois escrevemos o que achamos deles.
A década de 90 foi boa para as animações da Marvel, foi Fantastic Four, Iron Man, X-Men e Spider-man com qualidade. Eu tenho mais tendência para as personagens da Marvel, como sabes.

Estas animações podiam ir mais longe do que normalmente vão se deixassem de tentar replicar os comics (estou a usar as séries da Marvel como referência), se não entrasses outra vez pelas origens e os mesmos inimigos do costume. Contem histórias diferentes, criem personagens, arrisquem em processos narrativos diferentes e por aí fora.



Luís: Eu lembro-me de todas essas séries da Marvel, e do pouco que me recordo, pelo menos a história da do Spider-Man estava bem construída. Mas a única que cheguei a acompanhar esporadicamente foi a dos X-Men.
Quanto às criticas que lhes apontas, tens uma certa razão. Mas com os vilões, não penso que haja solução. De cada vez que há uma série nova, há que reutilizar os mesmos, o público alvo quer vê-los. Ainda por cima, cada vez mais as séries são usadas como publicidade para o merchandising todo, como tal há que ter mais variantes do mesmo pessoal. E é por isso mesmo que não arriscam processos narrativos diferentes.

O público alvo é cada vez mais novo, porque os mais velhos, os que antigamente viam os desenhos animados na tv, agora podem ir buscá-los a outros sítios. E isso leva a uma simplificação progressiva.
No entanto, há adendas a fazer a isto tudo. Primeiro, o que disse acima aplica-se mais a séries que à animação para DVD. Aí, o público tem tendência a ser mais sofisticado, e embora normalmente o que se faça sejam adaptações de histórias existentes (e há bastante excepções a isto também), as coisas têm tendência para ir um bocadinho mais longe. Por outro lado, não têm espaço para criar muita coisa nova.
O que nos traz à segunda adenda. A maior parte das séries tenta realmente criar uns personagens novos lá pelo meio, sim, ou reformular personagens antigos. Embora essas coisas só apareçam quando uma série já tem bastantes episódios, e mesmo assim tendem a ser coisas escondidas lá pelo meio.
Voltando ao Batman - The Animated Series, que começou por ser dirigida mais a putos, e só depois virou para algo mais sofisticado, a encomenda inicial foi logo para 83 episódios! Isso deu-lhes licença para fazerem experiências, ao mesmo tempo que brincavam com os velhos standards. Em termos de criar personagens novos, há vários vilões que surgiram primeiro na série, e mesmo a Montoya, a Question actual, surgiu lá primeiro. E claro, há a Harley Quinn, exemplo máximo de como usar ideias velhas para coisas novas.
Mas lá está, puderam fazer isto tudo, e muito mais, porque tiveram a vantagem de ter uma encomenda inicial enorme, graças ao êxito dos filmes do Tim Burton. E a coisa resultou de tal forma, que a Justice League Unlimited, série mais recente, mas pertencente à mesma continuidade, beneficiou ainda disso, e pôde também fazer algumas experiências narrativas, como story-arcs específicos para cada season, não ter protagonistas constantes, etc..
Ok, estou a dispersar-me, peço desculpa, mas quando começo a tecer elogios à série do Batman (e as séries ligadas), é o que acontece.
Tudo isto para dizer que o mercado é o que dita o formato. As séries são feitas à medida do que os programadores de tv pedem, logo por mais vontade que os artistas tenham, nem sempre podem inovar tanto quanto lhes apetece.
E já agora, replicar os comics nem sempre é mau. Também na Justice League, o J.M. DeMatteis fez uma adaptação do For The Man Who Has Everything, a história do Superman escrita pelo Alan Moore, que funcionou muito bem.
Quanto aos frangos, soa-me bem. Mas eu como frango assado com as mãos, estás já avisado. Usar talheres para frango ou sardinha assada é pecado.
saí­do da mente de Jorge Amorim às 12:01 da manhã
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